O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 25/08/2020

Publicada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama que todo cidadão tem direito ao trabalho e a livre escolha de emprego. No entanto, essa garantia não é efetivada no contemporâneo cenário global, sobretudo no Brasil, posto que a inserção de jovens no mercado de trabalho enfrenta muitas dificuldades. Desse modo, é necessária uma avaliação dos fatores que influenciam na problemática em questão, a saber: a desigualdade racial e a exigência profissional.

É notório que o mercado trabalhista está marcado por um significativo e persistente contraste racial. De acordo com a Constituição Federal é crime toda prática discriminatória em razão da raça que impede o acesso ao emprego. Em contradição, o jovem negro que busca pela introdução na carreira profissional se depara com uma barreira ao perceber que as opostunidades oferecidas se diferem. Isso porque, o olhar da sociedade se habitou à não existência da representividade, aceitando o lugar da população negra em uma condição de opressão que resulta em ocupação de trabalho informal e precária.

Nota-se, ainda, que as empresas estão cada vez mais inflexíveis no que se refere à escolha do jovem empregado. Segundo os dados apurados pelo IBGE, em 2018 os jovens lideravam o ranking dos mais desempregados, com um total de mais de sete milhões tendo maior impacto pessoas com 14 a 29 anos. Visto que, atrela-se à justificativa dessa elevada estatística, o fato da experiência de trabalho estar associado aos empregadores que optam por indivíduos que possuem maior bagagem prática, obstando o ingresso daqueles que contam, por exemplo, apenas com conhecimentos teóricos.

Em conclusão, o acesso do jovem ao mercado de trabalho na contemporaneidade é um complexo desafio que precisa ser revisado. Dessa forma, a Organização Internacional do Trabalho - órgão que promove a justiça social­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ - em união com o Estado, devem promover programas e atividades através de encontros sociais, a fim de incentivar a adesão e garantir as oportunidades igualitárias oferecidas. Além disto, o Ministério da Educação junto com empresas públicas, devem criar um projeto para todas as universidades e escolas técnicas, garantindo vagas de estágio no último ano de conclusão, com o intuito de elevar o nível de experiência de cada jovem. Dessa forma, o Brasil poderá garantir os direitos fundamentais de cada cidadão.