O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/08/2020
O trabalho é para todos!
O filósofo Voltaire afirma que o trabalho nos poupa de três grandes males, o tédio, o vício e a necessidade. Entretanto, sabemos que nem todos os indivíduos conseguem usufruir dos privilégios citados simplesmente porque não exercem função. O verdadeiro problema a ser dissertado, é o fato de muitos jovens terem dificuldades ao arrumar ofício devido a alta exigência de qualificação das empresas. Esse contratempo não deveria existir em hipótese alguma, pois a a geração do século XXI é instruída, inteligente e preparada para realizar qualquer tipo de incumbência.
Primeiramente, de acordo com a Lei 10.097/2000, também conhecida como Lei da Aprendizagem, as instituições devem disponibilizar pelo menos 5% das vagas aos adolescentes entre 14 e 24 anos que apresentem formação básica ou nível superior. Todavia no Brasil, é notório que as leis não são aplicadas com a rigidez que deveriam, consequentemente, a elite empresarial não se sente na obrigação de contratar jovens sem perícia, fazendo a problemática se agravar. Exemplificando, a estudante de psicologia Jennifer de Souza, cursada em administração e segurança no trabalho, desabafou ao G1 Paraná o seguinte: “É muito difícil arrumar emprego, eles não nos dão oportunidade”.
Trazendo essa realidade em dados concretos, pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística declaram que o índice de desemprego da população juvenil brasileira está ultrapassando os índices da América Latina, na região latino-americana a taxa foi de 13,9%, enquanto no nosso país 15,3%. Justificando os dados obtidos, a vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Susane Zanetti, afirma: “Existem vagas, mas elas geralmente são preenchidas por profissionais com anos de experiência, o que coloca o jovem trabalhador em desvantagem”. Dessa forma, percebe-se o grau de destreza que as empresas exigem e a provável decepção que isso pode gerar ao grupo de iniciantes que busca autonomia através do primeiro contato com o mercado.
Portanto, as medidas necessárias para resolver esse impasse são restritamente de autonomia governamental. Para isso, o Governo Federal através do Ministério da Educação deve investir em mais programas de qualificação juvenil, como o “Aprendiz Legal”, promovendo assim o conhecimento administrativo essencial para a capacitação da mocidade. Ademais, as escolas devem semanalmente, com a companhia dos pais dos alunos, organizarem palestras voltadas ao ensino técnico e sobre a escolha profissional, a fim de introduzir aos estudantes acerca da possibilidade de um primeiro emprego, além de acompanhá-los nas decisões pessoais relacionadas à ocupação. Desse modo, poder-se-á existir uma sociedade competente e habilidosa pronta para a intensa jornada trabalhista.