O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 26/08/2020

Com a desumana exploração dos operários durante a Primeira Revolução Industrial, foram criadas as Leis Trabalhistas, e dentro dessas leis, um dos artigos garante que o trabalho infantil é crime. Contudo, a partir de dezesseis anos de idade, é necessário que o adolescente comece a se familiarizar com o mercado de trabalho, visto que logo irá precisar ingressar em um emprego. Na contemporaneidade, a quantidade de oportunidades para o jovem não são poucas, visto que diversas empresas e indústrias contratam menores como aprendizes, porém, há uma falta muito grande de procura e força de vontade da juventude, implicando em um número muito aquém do esperado de pessoas nessa faixa de idade com a carteira assinada .

Primeiramente, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, toda empresa deve contratar jovens aprendizes, ou seja, existe oferta de emprego em abundância. No entanto, os contratantes deveriam investir mais em anúncios que chamem para os empregos, uma vez que, em muitos casos, a ausência de interessados no cargo se dá devido à falta de conhecimento da existência da vaga. Isso ocorre, principalmente por que não é lucrativo para a companhia contratar adolescentes, em virtude de serem assalariados, embora produzirem menos do que um empregado adulto.

Em segundo lugar, antigamente, era muito comum que os jovens trabalhassem, e fazia parte da cultura que essa parcela da sociedade tivesse um emprego. Todavia, não é o que ocorre hoje em dia, pelo contrário, ficou normalizado o fato dos adolescentes não possuírem uma ocupação, e por isso, não costumam a ir atrás de serem contratados. Como consequência, o tédio e o ócio ficaram mais rotineiros na vida contemporânea, entretanto, para suprir o excesso de tempo, os menores de idade utilizam artefatos que não adicionam aos seus currículos, cultura ou educação, como jogos eletrônicos ou redes sociais.

Torna-se evidente, portanto, que o problema é grave e não pode ser ignorado. Além de conscientizar a população mais nova sobre os benefícios de possuir uma ocupação, o governo deve fazer com que empresas chamem mais atenção dos jovens para ofertas de emprego, por meio da criação de uma lei que obrigue a instituição a investir na publicidade para este propósito. Isso pode ser feito, por exemplo, ao colocar propagandas nos canais de televisão mais acessados pelos adolescentes, com a finalidade de atrair uma quantidade maior de aprendizes para a ocupação de um cargo. Com essa medida, que não exclui outras, espera-se que a juventude atual se familiarize cada vez mais com o  mercado de trabalho e consiga se inserir nele mais facilmente.