O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/08/2020
Na sociedade brasileira contemporânea, discussões que envolvam o assunto “mercado de trabalho” são sempre polêmicas, visto que, hodiernamente, com a crise econômica e os altos índices de desemprego, surgem dificuldades no mercado de trabalho, principalmente para os jovens, que possuem pouca experiência no âmbito, sendo assim, desvalorizados.
É importante apontar, primeiramente, que a grande exigência nos currículos das empresas é um empecilho para a inserção do jovem. Em um mundo contemporâneo onde a pirâmide etária cresce na parte adulta, torna-se a faixa etária que mais possui experiência no âmbito empresarial. Com isso, as entrevistas de emprego trazem uma verdadeira seleção natural, onde os que têm menos experiência, como jovens recém graduados, são deixados de lado. Esse tipo de exigência se torna um abuso, pois fica praticamente impossível para o jovem adquirir a tamanha experiência que é cobrada.
É válido destacar, no entanto, que existem programas que disponibilizam oportunidades de emprego para jovens. O “Jovem Aprendiz”, por exemplo, atende jovens entre 14 e 24 anos que não possuem experiências no mercado de trabalho. Contudo, as empresas acabam sempre preferindo contratar jovens que sequer terminaram o Ensino Médio ou faculdade, prejudicando assim, a faixa etária mais velha - que já fizeram a graduação.
Fica evidente, portanto, que o jovem está cada vez mais desvalorizado no mercado de trabalho contemporâneo. Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse: o Ministério do Trabalho, em parceria com as empresas brasileiras, deve criar um programa que atenda apenas jovens que acabaram de se formar e que possuam pouca experiência - tornando-se uma nova cota -, e disponibilizar vagas de emprego juntamente com um curso preparatório para o mercado de trabalho, permitindo assim, que o jovem obtenha a sua primeira experiência na área de graduação.