O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/08/2020
Durante grande parte da historiografia, a escolha da profissão a ser seguida e a influência familiar estiveram intrinsecamente ligadas. Anteriormente à Revolução Industrial, por exemplo, os filhos exerciam, o ofício de seu grupo familiar, sem grandes questionamentos, tradição que, por sua vez, incapacitava-os de demonstrar aptidão para determinada área. Todavia, a prática perdeu força devido à inserção de outras variáveis nessa decisão, como o prazer, a felicidade e, não obstante, o retorno financeiro. Logo, é preciso auxiliar a juventude brasileira na busca de uma profissão e sua inserção no mercado de trabalho contemporâneo.
A primor, a ideia de “homem certo no lugar certo” imposta na conjuntura capitalista buscou aumentar a produtividade do proletariado, na tentativa de convencê-lo que o trabalho exercido sem reflexão ou propósito pessoal era o correto. Na perspectiva hodierna, nota-se o surgimento de diversas profissões, e simultâneo desaparecimento de outras, o que pode significar uma oportunidade de abranger as as particularidades dos indivíduos e grupos sociais. Dessa forma, pode-se contemplar o bem-estar da carreira e reconhecimento profissional, ao mesmo tempo que supre as necessidades do mercado, permitindo mobilidade e evitando frustrações.
Em segundo momento, convém ressaltar que a decisão imposta socialmente a ser realizada no início da juventude - fase inconstante e turbulenta -, envolve diversos fatores e vivências a serem considerados, de modo que apenas o anseio financeiro não deve ser decisivo. Não raramente, é passado através das gerações o pensamentos de que o trabalho, apesar de necessário, é estressante e cansativo, não sendo possível associá-lo à satisfação. No entanto, concomitantemente ao discurso Freudiano, a felicidade é a capacidade dos indivíduos de amar e trabalhar. Desse modo, o pais da psicanálise coloca este último como um dos pilares da vida e, logo, é preciso abordar uma visão positiva desse aspecto presente na vida adulta.
Logo, são necessárias intervenções para auxiliar os jovens no mercado de trabalho. Em primeira instância, cabe ao Governo Federal, como instância máximo do Poder Executivo, criar programas específicos voltados para o público jovem, como foi o Brasil Empreendedor na década de 1990, que capacitou estudantes brasileiros na elaboração do plano de negócios. Tal realização dar-se-ia a partir de verbas destinadas pela Receita Federal, a fim de atrair os jovens para a autonomia econômica e realização profissional, em uma congruência de criatividade e inovação.