O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 24/09/2020

Hodiernamente, o panorama sobre o que é labor está sendo alterado devido às tecnologias. Essa realidade se enquadra no princípio de Zygmunt Bauman: “Vivemos em tempos líquidos’’, isto é, devido à coesão do mundo globalizado e constantes inovações tudo é instável, inclusive os trabalhos que surgem e desaparecem por causa do intenso desenvolvimento técnico e científico. Por conseguinte, os jovens que iniciarão uma carreira enfrentarão alguns desafios: sair do pensamento massificado pela internet e lidar com a automação.

Primordialmente, consoante com Antonio Gramsci, pensador italiano, afirma que a causa da hegemonia cultural é o meio midiático. Nessa perspectiva, o jovem do século XXI deve sair do pensamento unânime no momento de uma entrevista de emprego, já que os meios digitais corroboram para massificar a linguagem. Portanto, a ciência pode alterar o mercado de trabalho, porém ter uma personalidade  é relevante para estar integrado nele.

Com a automação em crescente avanço , o trabalhar fica mais confortável, uma oportunidade para ficar menos estressado no trabalho se ser mais produtivo, entretanto novos empregos surgem. Nesse viés, de acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças no primário poderão trabalhar em funções que ainda não existem. Logo, isso revela como a sociedade atual é inconstante em relação aos cargos futuramente, esse aspecto líquido que ameaça os jovens contemporâneos, os quais ficam sem saber quem são ou perdem a personalidade em consequência da internet.

Em síntese, tal realidade exige dos futuros trabalhadores uma perspectiva diferenciada, o que é uma tarefa árdua, tendo em vista que os meios digitais suprimem o pensamento individual e coletivizam-no. Destarte, para mitigar esse impasse, a União deve destinar mais verbas para o Ministério da Educação e Cultura, o qual deve destiná-las para os munícipios. Paralelamente, esse deve construir locais de lazer, por exemplo, parques e praças. Desse modo, as pessoas desenvolverão mais o caráter individual, conversando com outros cidadãos nos espaços públicos, e o contato com o mundo digital será diminuído.  Só assim, os jovens estarão aptos para decidir o que querem realizar no futuro.