O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 28/08/2020
Na canção “Música de trabalho” da banda Legião Urbana, fica evidente a posição fragilizada que o indivíduo desempregado tem na sociedade, como, até mesmo, sem identidade. Tal fato é enfrentado pela parcela jovem hodiernamente, que se vê com dificuldades para a inserção no mercado de trabalho, que é fomentado por conta da exigência de profissionalização e de experiência pelas empresas.
O artigo 205 da Constituição brasileira de 1988 prevê que a educação deve preparar o jovem para a cidadania e para o mercado de trabalho. Mas esse direito é privado, visto que as grades curriculares das escolas visam à passagem do jovem para ensino superior e não para ramo de atividades trabalhistas. Além disso, o ensino, muitas vezes não é de qualidade, o que afeta, por conseguinte, na graduação e profissionalização do jovem.
Porém, a qualificação não é o bastante, visto que muitas empresas requerem experiência dos indivíduos. De acordo com um estudo feito pelo IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, nos anos de 2006 a 2012, jovens que nunca trabalharam têm 64% de chances menores aos que já têm prática. Porém, muitos estão buscando ingressar no primeiro emprego, ou seja, ainda não têm essa vivência.
Portanto, para minimizar o desemprego e seus efeitos enfrentados por esses indivíduos, é necessário que o Ministério do Trabalho, em parceria ao Ministério da Educação, promova cursos, assim como o Jovem Aprendiz, com mais vagas e de forma mais acessível e divulgada, que qualifique e, ao mesmo tempo, traga a experiência à parcela juvenil, a fim de proporcionar a essas pessoas o que o mercado de trabalho exige. Assim, oferecendo a oportunidade de dar o primeiro passo para a vida trabalhista, o indivíduo terá mais facilidade de alcançar seus outros objetivos.