O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 30/08/2020
Segundo o filósofo Aristóteles, o trabalho dignifica o homem. Nessa máxima, é perceptível a importância desse elemento na vida dos jovens, visto que ele tem sofrido profundas mudanças em sua organização advindas da revolução industrial e da globalização. Nesse aspecto, é válido analisar os desafios enfrentados por esse público no mercado de trabalho no que se diz respeito às questões de logística dos empregos formais e ausência de capacitação profissional de qualidade.
A princípio, o mercado de trabalho se torna mais competitivo e seletivo. Isso ocorre porque as empresas e as corporações estão exigindo profissionais cada vez mais especializados, com habilidades cognitivas e de raciocínio mais eficiente. Tal fato se reflete na ideia defendida, pelo filósofo Immanuel Kant, em que o homem é aquilo que a educação faz dele, o que revela o poder de transformação dessa ferramenta no intelecto da população para um maior sucesso profissional. Desse modo, os jovens menos instruídos, sem um emprego digno, são marginalizados socialmente, cultivando, assim, o aumento da desigualdade social.
Além disso, a carência de oportunidades de profissionalização pessoal ao público de baixa renda também é um impasse que precisa ser solucionado. Essa problemática ocorre porque os indivíduos, que residem em áreas periféricas, sofrem negligência das autoridades, visto que não é oferecido políticas de educação profissional suficientes para evitar o desemprego e a entrada de jovens na criminalidade. Essa situação dialoga com a teoria do “Contrato social”, do filósofo John Locke, na qual o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos básicos dos cidadãos que, nesse caso, se refere ao acesso a uma instrução de qualidade e a um emprego formal. Dessa forma, é notória a importância do trabalho no combate à exclusão social e destruição da integridade humana.
Fica evidente, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante políticas públicas auxiliadoras. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação e do Trabalho, a construção de institutos tecnológicos, nas áreas periféricas, objetivando aproximar a tecnologia e os jovens da periferia, a fim de que eles desenvolvam maiores habilidades cognitivas e de raciocínio, com a ajuda de professores especializados, para que se sintam mais inclusos socialmente e no mercado de trabalho. Ademais, é essencial também que esses órgãos ofereçam uma renda extra pela participação dos cursos, como forma de incentivo, com o intuito de formar mais profissionais competentes e capazes de tolerar a seletividade da era capitalista.