O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 31/08/2020

O filme “La la land” de 2016 retrata a persistência de seus protagonistas ao buscarem alcançar seus empregos dos sonhos. Ao longo da narrativa vários obstáculos são colocados em seus caminhos, tal qual a falta de oportunidade ao tentar atingi-los. Fora da ficção, analisa-se o mercado de trabalho como seletivo e temporário, mediante às constantes mudanças da modernidade líquida que substituiu com facilidade a presença do homem pelo auxílio de máquinas. Tal fato se dá por os recursos do Governo estarem sendo investidos de maneira incorreta.

Cabe ressaltar, em primeiro plano, os poucos mecanismos de inserção do jovem no mercado trabalhista como impulsionadores do impasse, haja vista que esses projetos, a exemplo do programa Jovem Aprendiz, aumentam a empregabilidade e a renda. Porém, a adesão aos programas é baixa. Conforme o jornal Folha de São Paulo, em 2016, 93,8% das empresas não tinham nenhum aprendiz em seu quadro de funcionários. Nesse bojo, urge medidas que relacionem o ensino profissionalizante ao contexto das empresas.

Em segunda análise, observa-se a dificuldade dos jovens que desejam trabalhar e criar sua independência. Como pode-se ver, a falta de oportunidades estão gerando um desanimo aos universitários. Tendo em vista que após terminarem sua formação não terão empregos garantidos ou salário compatível ao seu nível curricular. Os dados relativos ao ano de 2015, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas(Inep) mostram uma comparação de desistências de seus cursos no ano de 2010, que eram de 11,4%, e em 2014, onde esses números chegaram a 49%. Tal panorama revela a necessidade de reforma no ensino médio no Brasil, haja vista que a falta de orientação contribui para que ocorra a renúncia.

Em suma, vemos o quão difícil é para o jovem adentrar no mercado de trabalho. Portanto, compete as universidades promover palestras, falando sobre o funcionamento do mercado de trabalho, além de aulas de economia e desenvolvimento financeiro. Isso à parte, o Estado deve criar serviços que ofereçam cursos técnicos, a exemplo de como são oferecidos no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), mediante políticas relacionadas ao desenvolvimento de aprendizagem e estágio, com regulamentação e fiscalização para que não haja exploração, com o intuito de agregar maior experiência nos jovens recém formados. Pois só assim, serão minimizados os entraves na entrada dos jovens no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que possibilitará que estes mostrem seu potencial criativo.