O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/09/2020

A terceira revolução industrial, iniciada no meio do século XX, trouxe uma série de inovações nos conceitos trabalhistas vigentes, como por exemplo, a divisão do trabalho em especialidades, conceito conhecido como Fordismo. Por conseguinte, tal fenômeno, impulsionou a abertura de várias novas profissões, que demandaram uma ação conjunta entre universidades e mercado de trabalho, mas profundas transformações, no decorrer dos anos pelas quais vem passando a economia, tem tornado desfavorável à evolução do mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, atingindo principalmente os jovens carentes em idade de 15 a 29 anos, conhecidos no Brasil como a geração “nem nem”, que nem estudam e nem procuram empregos, já chega a 8,8 milhões no País, aponta pesquisa de 2019 do IPEA ( Instituto Pesquisa Econômica Aplicada).

Os problemas que os jovens que não trabalham e nem estudam encontram, não por causa dele e sim por conta da sua realidade, é o abandono do ensino médio, gravidez na adolescência, ficam restritos à sua residência, visto que cuidam dos seus irmãos ou avós, não possuem renda fixa e o fator psicológico é também um desafio encontrado por esses jovens. Contudo, a preferência de empresas por trabalhadores qualificados e experientes contribui para que os mais novos tenham dificuldades para o mercado de trabalho, pois algumas instituições temem a contratação de um profissional inexperiente, visto que não querem lidar com prejuízos caso ocorra algum problema.

Ademais, outro contratempo encontrado por esses jovens é a falta da chamada inteligência emocional. Essa nova geração é conhecida por ser psicologicamente abalada, explica uma reportagem publicada na revista Exame do mês de janeiro desde ano, em que mostra o desespero dos jovens,  já que 23% ainda não sabem quais passos seguir para conseguirem um emprego. Sendo assim, acabam por se prejudicarem em entrevistas de emprego ao fato de que não são capazes de ter um bom controle emocional.

Mediante o exposto, urge a necessidade de  resolver tais desafios com o apoio do Ministério do Trabalho e da Educação para que invistam em projetos gratuitos e criarem oportunidades aos jovens trabalhadores por meio da disponibilização de vagas nos setores empresariais. Esses projetos podem ser feitos em parceria com o Legislativo para que haja leis eficazes que garantam uma chance de emprego para os iniciantes. Tais medidas, acompanhadas de palestras ministradas por psicólogos e pedagogos nas  escolas publi, bem como a distribuição gratuita de materiais complementares, além de bolsas em empresas para os jovens que se destacarem, tornarão os jovens capacitados e incentivados para o mercado de trabalho.