O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 01/09/2020
A obra fictícia “Suits”, retrata a vida de Mike Ross, um jovem brilhante, que não teve oportunidade de ir para a universidade, pois necessitou cuidar da avó doente, e para se sustentar, estava entrando no mundo do crime, entretanto, por acaso do destino seu caminho se cruza com um advogado famoso, que reconhece seu potencial e acolhe-o.A série, apesar de se tratar de uma ficção há uma verossimilhança com a realidade, posto que existe muitos indivíduos que não recebem oportunidades suficientes, dificultando seu acesso ao mercado de trabalho.Tal fato ocorre em detrimento do precário sistema educacional e do prejulgamento que os indivíduos sofrem por parte das empresas.
Em primeira análise, é pertinente afirmar que a educação deficitária no país contribui pra a dificuldade que os jovens sentem em ingressar no mercado de trabalho, visto que a forma de transmitir conhecimento nas escolas está ultrapassada.Porquanto, ainda possuem a função de ser apenas transmissoras de conteúdo, apontando o professor como o único detentor de conhecimento, dificultando o desenvolvimento do senso crítico(algo bastante valorizado em qualquer âmbito profissional),assim os individuos ao tentarem encontrar um emprego irão se sentir inseguros e incapazes.Diante disso,faz-se necessário uma mudanca na forma de ensino brasileiro, pois, segundo o filósofo Sêneca a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.
Em segunda análise, na canção “Poetas no Topo 3”, o cantor MC Cabelinho utiliza o funk para questionar o discurso social de que é necessário experiência no campo profissional para conseguir um emprego, contudo não é possível obtê-la sem ter acesso à oportunidades.Uma vez que, muitas empresas veem a juventude de maneira negativa, posto que consideram empregar jovens um aumento de custos, tendo em vista que eles necessitam de treinamento, oferecendo uma resistência ao ingresso desse indivíduos no mercado de trabalho, contribuindo para o aumento da geração nem-nem, ou seja, nem trabalha e nem estuda.Consoante à pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na qual revela que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam.
Portanto, cabe ao Governo por meio de investimentos direcionados ao Ministério da Educação reformular o currículo escolar, baseando-se em grades que estimulem o jovem a desenvolver senso crítico, com o objetivo de prepara-lo melhor para o mercado de trabalho.Ademais, o Ministério da Economia deve fomentar a inserção desses indivíduos no mercado, para isso é preciso que haja incentivos fiscais e subsídios às empresas que contratam universitários e recém-formados, afim de evitar o aumento da geração nem-nem.Dessa forma, espera-se que os jovens tenham melhores oportunidades para conseguir empregos.