O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 01/09/2020

No século XX, com o advento da Terceira Revolução Industrial, novos modelos de produção foram implantados; a industrialização passou a requisitar uma mão de obra qualificada através de recursos acadêmicos, devido ao avanço da tecnologia em todo o mundo. Entretanto, os parâmetros atuais representam grandes desafios para a inserção do jovem no mercado de trabalho, porém, apesar das dificuldades,  existem algumas oportunidades que permitem a valorização da experiência e contribuem para a distribuição da equidade nos ofícios trabalhistas contemporâneos.

Em primeira análise, os desafios enfrentados por alguns jovens incluem dificuldades diversas em associar uma rotina de estudos mediante o problema da estratificação social no Brasil, a maioria destes indivíduos pertencem à famílias de baixa renda, logo, precisam trabalhar desde cedo para obter o sustento em suas casas. Estes trabalhos normalmente não requerem qualificação profissional e acabam retardando a desenvoltura acadêmica das parcelas sociais pouco privilegiadas. Consequentemente, sem acesso à uma educação de qualidade, o mercado de empregos com alta remuneração torna-se inalcançável para alguns destes jovens, o que demonstra nitidamente a desigualdade de recursos ofertada pelo setores de produção.

Em segunda análise, a Lei 10.097, sancionada no governo de Fernando Henrique Cardoso, tem o propósito de facilitar o ingresso do jovem de baixa renda no mercado de trabalho sem comprometer os seus estudos e ofertando experiência curricular para agregar valor na procura por futuros empregos. O Projeto Menor Aprendiz, dispõe de vagas em diversas empresas a fim de qualificar o jovem para o mercado do capitalismo informacional. A dependência dos avanços tecnológicos na globalização, incluem ao programa formações técnicas, cursos administrativos, valorização da comunicação no setor terciário, logística,  entre outros pilares para a construção de um trabalhador qualificado por oportunidades, competência e dedicação.

Portanto, é evidente que o atual mercado de trabalho apresenta grandes desafios para os jovens, logo, infere-se que medidas são necessárias para estabelecer a inclusão social e gerar oportunidades. O  Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Trabalho devem inserir o ensino técnico desde o processo escolar a nível fundamental e ofertar um maior número de vagas para menor aprendiz nas empresas, a fim de obter a modernização do sistema trabalhista e gerar desenvolvimento econômico para o Brasil, sem desamparar a parcela da população que depende do sistema publico de ensino integralmente. Dessa forma torna-se possível gerar a equidade profissional mediante as gerações futuras.