O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 01/09/2020
Sancionada em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil assegura, a toda população o direito à inserção no mercado de trabalho, e ao bem-estar social. Entretanto, a realidade não condiz com a decretada, já que inúmeros jovens encontram dificuldades para ingressar na carreira profissional escolhida. Isso deve-se à burocracia existente na Legislação Brasileira, e à baixa disposição de empresários em contratar aprendizes.
Em primeiro ponto, é necessário informar que, de acordo com as Leis aprovadas pelo Congresso Nacional, o salário mínimo para um jovem aprendiz é de R$653, além de dos direitos que a empresa oferece para todos os seus funcionários. Dessa forma, muitas empresas não se sentem atraídas a contratar esses jovens, já que o profissional experiente é mais lucrativo em relação ao custo-benefício. Assim, embora a Constituição visse a proteção desses jovens, ela acaba por diminuir as oportunidades dos mesmos em ingressar em um emprego, gerando menos vagas ofertadas para esse tipo de público. A consequência disso vai além da autonomia financeira do jovem, já que muitos acabam por procurar trabalhos informais para conseguir se sustentar, recebendo tratamento e salário desonroso ao seu trabalho.
Em segunda análise, se é muito comum nos pré-requisitos para vagas de emprego a necessidade de experiencia na área de trabalho, tirando a oportunidade de jovens que gostariam de iniciar seu âmbito profissional. Isso, além de ser prejudicial os mais novos, também é a nação, já que futuramente o Brasil necessitará de profissionais qualificados para substituir os antigos, e sem essa interação entre os mais jovens e os experientes, não há troca de conhecimento. Assim, de acordo com o autor Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”, e isso pode ser provado quando os empresários pensam no lucro do presente, e negligencia o futuro.
Dessa forma, faz-se necessário que o Congresso Nacional realize e aprove alguma Proposta de Emenda Constitucional, na qual reduza o salário e os direitos dos jovens aprendizes, visando uma oferta mais atrativa para os empresários, e consequentemente mais oportunidades de empregos para essa faixa de idade. Além disso, faz-se necessário que o Brasil aprove leis nas quais estabeleça uma cota mínima de empregos destinados aos jovens do país, para que os donos de estabelecimentos sejam obrigados a oferecer vagas a eles, facilitando sua inserção no mercado de trabalho. Assim, respeitaremos a Constituição de 1988, venceremos os desafios e criaremos oportunidades de emprego para o jovem contemporâneo.