O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/09/2020

No contexto da Revolução Industrial, observou-se que o índice de desemprego reduziu substancialmente, visto que houve a geração de empregos nas fábricas, oferecendo vagas de trabalho para todas as faixas etárias, incluindo os jovens. Hodiernamente, o jovem brasileiro enfrenta diversos obstáculos frente ao mercado de trabalho, entre eles a mínima oferta de vagas e a exigência profissional das empresas, dificultando que o indivíduo consiga ser inserido no mercado de trabalho. Dessa forma, é necessário analisar como a negligência educacional e ação populacional corroboram com o agravamento da problemática.

A priori, é essencial elencar que o método educacional vigente contribui com a persistência da situação, uma vez que os conteúdos ensinados nas instituições são superficiais aos exigidos pelo mercado de trabalho, necessitando, ainda, que os jovens precisem de uma formação superior para se tornarem qualificados e aptos a possuir uma vaga no espaço profissional. Além disso, é válido salientar que muitos jovens não têm o ensino básico completo, devido à evasão escolar pela necessidade de auxiliar na renda familiar, ou pela falta de interesse pelo conhecimento, evidenciando a desigualdade social presente no país. Desse modo, é perceptível que não há uma participação efetiva do jovem, sendo negligenciado pela sociedade e demandando mais tempo para se integrar no âmbito funcional.

Outrossim, é importante citar que a exigência de experiência é um fator determinante no meio formal de trabalho. No entanto, através da teoria da Tabula Rasa do sociólogo John Locke, na qual o indivíduo é comparado a uma folha branca que é preenchida com as vivências e com o conhecimento adquirido, percebe-se que há um grande empasse entre o requerimento de efetividades anteriores para que  possam oferecer uma vaga, uma vez que as empresas não se dispõem a contratar inexperientes ou pouco qualificados, provocando uma geração de jovens desempregados por falta de uma primeira oportunidade. Assim, para resolver tal questão, o governo criou um programa chamado “Jovem Aprendiz”, o qual determina que as empresas devem reservar vagas aos jovens como uma primeira forma de trabalho, com o intuito de promover o crescimento pessoal e profissional do indivíduo.

Portanto, é visível que o jovem contemporâneo enfrenta diversas questões no âmbito profissional, necessitando de uma atenção maior afim de resolver a problemática. Assim, o Ministério da Educação, pelo seu posto de incentivador do conhecimento, deve efetivar e implementar, nas instituições escolares cursos de capacitação aos seus estudantes, por meio de parcerias com institutos técnicos, promovendo que o ensino seja além do básico, desenvolvendo jovens com bases sólidas e prontas para o mercado de trabalho, aumentando suas oportunidades e garantindo que haja um futuro promissor.