O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2020
Diante do atual cenário do mercado de trabalho brasileiro, cabe a seguinte reflexão: se o país não está preparado para inserir os seus jovens no mercado de trabalho, o estaria para lidar com as consequências negativas dessa deficiência? Os jovens de hoje serão os profissionais de um futuro promissor, porém, incerto, e precisam urgentemente de uma formação mais completa e abrangente. Para obter tal formação, é necessário a sua inclusão profissional o mais precocemente possível.
De acordo com os dados exibidos pelo Jornal Nacional em 2019, mais de um quinto dos jovens brasileiros não estão na escola e nem no mercado de trabalho. Desse modo, esse jovens estão expostos a uma situação extremamente preocupante de ausência de perceptivas de futuro, o que pode trazer graves problemas para suas formações enquanto cidadãos. É como se ainda estivessem presos, não só por laços afetivos - situação que seria completamente normal e positiva -, mas por laços financeiros e incapacitantes.
A reportagem também mostra que quase metade desses jovens, até estão estudando, mas ainda não estão incluídos no mercado de trabalho. Os motivos alegados são os mais diversos: falta de oportunidade, insegurança, comodismo etc. Fato é que, sem uma formação prática e emocional que o trabalho proporcionaria, esses jovens tendem a se tornarem cada vez mais dependentes e inseguros para trilharem seus próprios caminhos.
Pode-se concluir que uma possível solução para amenizar os problemas supracitados seria a regulamentação de um novo tipo de vínculo empregatício que possibilitasse que alunos com melhores rendimentos em determinadas áreas do conhecimento pudessem prestar monitoria aos seus colegas de classe e receberem uma remuneração para tal. Isso poderia ser feito tanto em escolas públicas como privadas e ocorreria por meio de um processo seletivo simplificado capaz de atestar o notório saber do aluno na disciplina na qual prestaria tal serviço.