O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/09/2020

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações, não só econômicas como principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contorno específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da dinâmica do mercado de trabalho contemporâneo. Dessa forma, observa-se que as transformações ocorridas no cenário atual de inserção de jovens no âmbito profissional reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de capacitação diante de um mercado extremamente competitivo, seja pelo pelos desafios enfrentados nessa introdução.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de capacitação profissional presente na questão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoa não têm acesso à informação e cursos que as preparem adequadamente para exercerem os ofícios que o mercado exigente e competitivo atual propõe, sua visão será limitada, o que acaba por gerar um exclusão significativa do jovem na cadeia produtiva, desperdiçando potenciais talentos para o país.

Vale ressaltar, também, que os desafios enfrentados no país evidencia a falta de oportunidades, sobre a qual jovens de periferia são os mais afetados. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a dinâmica mercadológica no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, apesar das políticas de inserção profissional de jovens adolescentes, como o Jovem Aprendiz, problemas como a falta de oportunidades florescem em virtude da falta de acesso, seja pela localidade ou falta de incentivo do governo para as empresas inserirem novos talentos e, até mesmo, ausência de conhecimento de tais programas pelas pessoas, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, tem-se a objetificação de sujeito e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema.

Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre a problemática. Para esse fim, é preciso que o governo federal, em parceria com o setor privado, atenue esse desafio, desenvolvendo cursos de capacitação profissional direcionado para jovens de baixa renda. Tais campanhas devem contar com professores bem preparados, bem como materiais complementares de forma gratuita, para garantir um futuro de disputa justa pelos postos de empregos disponíveis na sociedade. Em suma, é preciso que atue sobre o impasse, pois, como defendeu Simone de Bevouir: ‘‘Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos".