O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 12/09/2020
Na célebre visão de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, cada vez mais se é exigido profissionais completos e com ampla experiência no âmbito laboral. Com efeito, a inserção dos jovens no mercado de trabalho é um desafio, em função da necessidade de disciplina para se tornar adulto e pela falta de oportunidades educacionais, sendo, portanto, necessária uma análise mais profunda.
A princípio, o pensamento de Aristóteles, filósofo grego, é fundamental para entender a questão disciplinar, haja vista que para ele: “A excelência não é um ato, mas um hábito”. Nessa perspectiva, como a vida adulta exige mais responsabilidades, o aspecto disciplinar é imprescindível, pois propicia melhor adequação à nova realidade. Sob essa óptica, com o desenvolvimento dessa habilidade, melhora-se a autoconfiança, aprendizado e utilidade para a vida profissional, visto que para o jovem que está iniciando, muitas dificuldades são encontradas, como a exigência paradoxal de se ter experiência sem nunca ter tido uma oportunidade de emprego. Dessa forma, é evidente que tal realidade precisa mudar para facilitar a transição do juvenil.
Outrossim, Paulo Freire, pedagogo brasileiro, afirma que: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nesse sentido, é notável que a ausência de uma educação que prepare efetivamente para o mercado de trabalho dificulta a inserção dos iniciantes nesse meio. De fato, é perceptível que os assuntos estudados nas escolas e faculdades destoam do que é preciso ser feito no ofício, com excesso de abstrações e poucas atividades práticas. Sendo assim, uma mudança educacional se faz necessária para aumentar as chances dos jovens serem aceitos na labuta diária.
Destarte, para mudar a realidade vigente, o Ministério da Educação deve promover alterações na grade curricular, por meio da criação de disciplinas que trabalhem o aspecto mental, com o auxílio de psicólogos para compreender as dificuldades de cada um, a fim de gerar uma sociedade mais saudável e responsável. Além disso, o MEC deve realizar mudanças que permitam atividades mais práticas, por meio da ampliação de cursos de capacitação profissional, com uma grande quantidade de carga horária destinada a estágios em diversas empresas, a fim de promover o acesso à educação a todos. Portanto, será possível amenizar os impactos na inserção da juventude no âmbito do trabalho.