O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 14/09/2020

Na série brasileira 3% é retratado uma sociedade divida em Continente, lado pobre e desvalorizado, e Maralto, lado rico e abundante em recursos, no qual os jovens do Continente tem dificuldades de almejar oportunidades de emprego. Analogamente, fora da ficção, tem-se os desafios do mercado de trabalho para o jovem contemporâneo como reflexo de um país não desenvolvido. Isso ocorre devido a falta de qualificação profissional, bem como a falta de estrutura no setor educacional.

Diante desse quadro, a ausência de qualificação dos jovens atualmente mostra-se como um dos colaboradores para extensão da problemática, já que o mercado laboral está cada vez mais exigente e mais escasso de oportunidades. Essa questão pode ser comprovada com pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP), as quais afirmam que cerca de 68% dos jovens e adolescentes possuem apenas ensino médio completo no seu currículo. Desse modo, fica evidente a falta de cursos técnicos e preparatórios para os jovens conseguirem engajar na vaga de emprego pretendida e assim conseguir colaborar com despesas em sua residência e conseguir seu sustento próprio.

Outrossim, a falta de estrutura no Sistema Educacional eleva o índice de jovens fora do mercado de trabalho, visto que esse não dispõe de artifícios capazes de auxiliar e direcionar o estudante a vaga de emprego. Esse fato se correlaciona com a assertiva John Keynes , o qual afirmava que o Estado é responsável por promover serviços básicos, como saúde, educação, trabalho e segurança. Dessa forma, fica nítida a responsabilidade do Governo Federal com os discentes das instituições de ensino, porém, na realidade esse órgão não fomenta mecanismos, como programas que ofertem cursos técnicos, bolsas auxílios e oportunidades de trabalho, necessários para aumentar o número de juvenis no mercado laboral atual.

Portanto, para reduzir os desafios enfrentados pelos jovens no mercado de trabalho, é necessário que o Ministério da Educação elabore programas que ofereçam aos corpo estudantil e jovens de baixa renda cursos profissionalizantes em áreas que demandem sempre oportunidades de emprego, como tecnológica e de gestão, além de realizar parcerias com instituições privadas, como bancos e multinacionais, para encaminhar essa parcela social diretamente a vagas de trabalho. Esses programas serão financiados através de verbas arrecadadas por meio de parcerias com grandes empresas e fundos governamentais destinados a tal fim, com o fito de elevar o índice de jovens que trabalham. Somente assim, a realidade brasileira distanciar-se-á da retratada na série brasileira 3 %.