O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 14/09/2020

A lei nº10.097/2000 garante um mínimo de 5% das vagas, em grandes e médias empresas, para aprendizes que estejam frequentando uma instituição de ensino, buscando conceder a primeira experiência profissional aos jovens. No entanto, essa medida, de forma isolada, tem pouca efetividade, deixando os jovens desamparados no mercado de trabalho. Diante desse contexto, cabe avaliar a razão do desemprego entre jovens e as medidas a serem tomadas para solucionar o problema.

Em primeira análise, cabe salientar que a falta de ocupação é fruto, principalmente, de uma economia de um país em desenvolvimento. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), 23% dos jovens brasileiros não trabalham e não estudam e no México aumenta para 25%. Nesse contexto, esses dados compravam que países em desenvolvimento, como Brasil e México, são fortemente afetados por tal problema, devido a seus diversos problemas sociais e urbanos, potencializados pela urbanização tardia, intensa e sem planejamento no século XX.

Ademais, é dever do Estado proporcionar o bem-estar dos cidadãos. Nesse sentido, o Brasil fracassa ao tentar solucionar a problemática, porque, segundo o instituto anteriormente citado, apenas 28% dos jovens trabalham. Diante do exposto, novas políticas públicas são urgentemente necessárias para a mudança do quadro, de forma a integrar o indivíduo ao mercado de trabalho ou fazê-lo empreender em seu próprio negócio.

Portanto, é necessário que o Legislativo atue, por meio de leis que busquem facilitar a entrada no mundo do trabalho, de modo que empresas sejam obrigadas a destinar vagas não só ao jovem que estuda, mas também àquele que já terminou sua formação. Além disso, o Estado deve incentivar jovens a empreender, por meio de créditos a juros baixos, visando a criação de novas empresas, movimentando a economia e empregando novos profissionais. Dessa forma, garantir-se-á o futuro da nação com oportunidades de emprego e diminuição dos índices de desocupados.