O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 16/09/2020

De acordo com a declaração dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1948, todo ser humano tem direito ao trabalho, a livre escolha de emprego e proteção ao desemprego. Entretanto, com o advento da Terceira Revolução Industrial, a grande quantidade de mão de obra foi substituída por máquinas, e dessa maneira ocorreu maior desemprego e competição pela inserção no mercado de trabalho, afetando principalmente os jovens, todavia é visto que tais garantias da ONU são negadas na realidade brasileira. Portanto, há empecilhos que dificultam os jovens a ingressarem no mercado de trabalho, tais como, a falta de qualificação profissional e educacional, e a ineficiência dos programas de inclusão.

Primeiramente, é necessário destacar que a baixa qualificação torna o mercado de trabalho ainda mais distante para os jovem contemporâneo. Segundo o gerente de recursos humanos Rafael Pinheiro, “as empresas estão cada vez mais seletivas e priorizando profissionais mais bem preparados”, logo em decorrência da pobreza e da desigualdade social, observa-se que os brasileiros apresentam uma defasagem na formação educacional, tornando a qualificação insuficiente para concorrer no imenso meio trabalhista, conforme mostra a pesquisa do instituto Getúlio Vargas, “entre 2014 e 2019, jovens de 15 a 29 anos perderam 14% da renda advinda do trabalho”. Assim sendo, é visível que a falta de escolaridade e qualificação profissional auxilia na continuidade deste problema.

Além disso, a ineficiência de programas de inclusão dificulta com os que os jovens tenham uma oportunidade de emprego. Segundo o jornal Folha de São Paulo, em 2016, 93,8% das empresas não tinham nenhum jovem aprendiz em seu quadro de funcionários, dessa maneira a falta de incentivos para as empresas contratarem deixam os jovens a merce da concorrência trabalhista, e esta falta de adesão por parte das mesmas acaba não dando oportunidade para os iniciantes,  o que faz com que os mesmo fiquem sem espaço no mercado de trabalho atual.

Portanto, com o objetivo de inserir um maior número de jovens no mercado de trabalho, é necessário a implantação de melhorias educacionais. Logo, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Trabalho deve disponibilizar cursos técnicos e preparatórios desde o ensino fundamental ao médio, para que os jovens tenham uma preparação adequada para a inserção e elevação no trabalho. Ademais, o governo federal deve incentivar as empresas e promover vantagens para as mesmas, como a diminuição de taxas taxas tributárias, para ocorrer uma maior contratação de jovens e ter benefícios para ambos. Somente assim o número de empregos irá aumentar, superando os desafios atuais e trazendo novas oportunidades e benefícios a toda população jovem.