O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 31/08/2021
Em uma viagem para o Brasil, o escritor Stefan Zweig, encantado com a capacidade do país, escreveu o livro “Brasil, país do futuro”. Entretanto, na contemporaneidade, Zweig estaria decepcionado ao saber que parte do potencial do país é desperdiçado, uma vez que existem incontáveis desafios em inserir os jovens no mercado de trabalho. Surgem, nesse sentido, a falta de experiência e a grande competição para vagas como alguns desses entraves. São prementes, pois, alternativas capazes de superar esses obstáculos para garantir melhores oportunidades profissionais para a juventude
É imperativo ressaltar, em uma primeira análise, que os jovens terminam a faculdade sem muito conhecimento laboral. Nesse contexto, segundo o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, “depois de escalar uma montanha, descobrimos que há muitas outras para escalar”. Tal máxima demonstra como a mínima experiência dos jovens no mercado de trabalho, adquirida a partir de estágios, não os torna qualificados o suficiente para a alta demanda dos empregos, haja vista a exacerbada carga horária das instituições de ensino superior, as quais os fazem buscar essa perícia tardiamente. Posto isso, em virtude da inexperiência, os jovens deixam de experimentar oportunidades, como o contato com as novas tecnologias, essenciais para alavancar suas carreiras.
Outrossim, há uma extensa concorrência em diversas áreas do mercado de trabalho. Sob esse prisma, o filme “À Procura da Felicidade” mostra um homem desempregado que, mesmo qualificado, batalha para achar um emprego. Fora das telas, a situação desse homem é muito parecida com a dos jovens brasileiros, uma vez que ao saírem da faculdade há uma evidente dificuldade em achar um emprego em áreas como direito e engenharia, por exemplo, as quais segundo o Instituto Datafolha, seguem como as mais requisitadas e direito, principalmente, como a com menor empregabilidade. Por conseguinte, a juventude em busca de renda, torna-se sujeita a desistir dessas áreas e seguir para outros cargos menos qualificados.
Infere-se, portanto, como a inexperiência laboral e a alta competitividade são desafios para a inserção do jovem no mercado de trabalho. Logo, faz-se imperioso que o Ministério da Educação promova uma mudança estrutural nas instituições de ensino superior, em que propicie uma maior experiência de trabalho ao fim da formação, além de um estímulo maior de cursos que já garantem trabalho remunerado, com o fito de ajudar os jovens a não perder as oportunidades no mercado de trabalho.