O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 17/09/2020

A crise econômica de 1929, conhecida como A Grande Depressão, alterou a mentalidade dos governos e dos cidadãos sobre o impacto da economia nas vidas das pessoas. Na atualidade, de maneira semelhante, a instabilidade vivenciada no Brasil escancara o problema do desemprego entre os jovens. Nesse contexto, há importantes fatores a serem considerados pela sociedade, como a ineficácia do Estado nas pautas econômicas e a desconexão entre a Escola e a realidade cotidiana.

Em primeiro plano, o panorama caótico da economia brasileira reprime a criação de vagas de emprego. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, Anomia é a ausência ou insuficiência de normatização das relações sociais pela falta de instituições que as regulem. Nesse viés, o descaso dos governos com o planejamento e a fiscalização da situação macroeconômica afasta o interesse da população em criar negócios e, além disso, deixa de atrair empresas já consolidadas para o Brasil. Consequentemente, no cenário anômico descrito, a geração de empregos é insuficiente para absorver a massa de jovens interessados em ingressar no mercado de trabalho.

Ademais, o afastamento entre a educação e a realidade cotidiana fomenta o desinteresse das empresas por jovens. De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, o planejamento educacional no Brasil é muito conteudista, o que separa o ambiente escolar da realidade vivenciada fora dele. Nessa perspectiva, a formação dos cidadãos não supre as habilidades exigidas por empresas no momento da contratação. Por conseguinte, a menor experiência com os processos cotidianos coloca o jovem em desvantagem na busca por emprego formal quando comparado a trabalhadores com atuação prévia nas áreas de interesse.

Portanto, medidas são necessárias para alterar o panorama de empregabilidade dos jovens no Brasil. Para isso, o Estado deve fundar um núcleo mantenedor da estabilidade econômica, por meio da contratação de servidores qualificados, os quais, de acordo com um treinamento prévio, tenham como objetivo estabilizar a economia, o que oportunizaria a contratação. Além disso, o Ministério da Educação, responsáveis do governo pelos processos educacionais no país, deve fortalecer pautas relacionadas ao cotidiano nas escolas, por meio de palestras e feiras dedicadas a assuntos do mercado, como informática e outras habilidades. Logo, aumentaria a competitividade dos jovens no mercado.