O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 09/10/2020
Conforme o verso “No meio do caminho tinha uma pedra”, o poeta Carlos Drummond de Andrade, usou da metáfora para relacionar pedras a desafios. Nesse contexto, análogo a citação, é notório pedras no caminho para isenção dos jovens no setor ocupacional. Isso ocorre principalmente, seja pela educação ser voltada a conteúdos programáticos, seja pelas grandes empresas preferirem pessoas com experiência.
A princípio, a educação brasileira focaliza em teorias e conteúdos, diante disso os jovens sentem-se sem apoio para ingressar no mercado de trabalho. Nesse sentido, a Constituição Federal brasileira, de 1988, mediante ao artigo 205, afirma que é dever do Estado e da família preparar os jovens para o exercício da cidadania e ao setor de trabalho. Todavia, na prática os adolescentes possuem reduzidas instruções acerca do mercado de produção, sendo que noções de currículo, entrevistas de emprego e exibição projetos como “jovem aprendiz” deveria ser difundido no meio acadêmico. Logo, é essencial integrar ao ensino práticas que auxiliam os jovens no ingresso ao setor formal.
Em segunda análise, há o estigma presente nas empresas que a falta de experiência do jovem é sinal para incompetência. Não obstante, há algumas décadas, os jovens ingressavam no mercado de serviço precocemente, contudo, no tocante a dinamicidade que o mercado sofre, com advento das “Revoluções Industriais”, as grandes empregadores estão cada vez mais criteriosas tanto no ensino técnico, quanto na experiência de serviço. Nessa perspectiva, a juventude sente-se marginalizado pelo mercado de trabalho, haja vista que configura a situação paradoxal, - quando e quem irá preparar os jovens para serem aptos a trabalharem-. Dessa maneira, é o útil pensar em parcerias entre público e privado, para que essa farta mão de obra não se perca para o mercado informal, geração que não estuda e não trabalha, e, o crime.
Evidencia-se, portanto, que para mitigar os entraves que a juventude brasileira enfrenta para ingressar no mercado financeiro é necessário implementar políticas. Para tal efeito, competem às escolas, -visto que possuem papel socializador- organizar atividades voltadas à instrução dos jovens sobre o mercado de trabalho, por meio de palestras que incentivam adesão a projetos voltados ao trabalho, aulas que ensine a preencher currículo e dicas para entrevista de emprego, tais práticas pedagógicas possuem importante relevância para preparar-los profissionalmente. Além disso, cabe ao Governo Federal, amplia a lei que versa sobre a contratação de jovens na condição de aprendiz, ao fazer parcerias entre o público e o privado (PPT), podendo ocorrer como exemplo à isenção de alguns impostos, assim não haverá tanto desemprego entre os jovens. Dessa forma, serão removidas as pedras do caminho.