O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/09/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o mercado de trabalho para o jovem contemporâneo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da cizânia dos jovens em apresentar suas competências comportamentais, quanto da dificuldade em encontrar empresas que contratem funcionários sem experiência. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas social e econômica, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os empecilhos enfrentados pelos jovens no mercado de trabalho contemporâneo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os jovens apresentam dificuldades para demonstrar suas competências comportamentais no mercado de trabalho, isso gera sérias consequências, como por exemplo a dificuldade em lidar com a ansiedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a dificuldade que os jovens têm de encontrar empresas que estejam dispostas a contratá-los como promotor do problema. De acordo com a inclusão do artigo 442-A na CLT ficou estabelecido que o empregador não poderá exigir, para fins de contratação, mais de seis meses de experiência do candidato. Partindo desse pressuposto, fica evidente que o quesito experiência é, definitivamente, um problema. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de experiência contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o empecilho apresentado, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio de empresários, será revertido em novas empresas , direcionadas, exclusivamente, para os jovens adquirirem experiência e finalmente serem contratados de forma remunerada. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do óbice e a coletividade alcançará a “Utopia” de More.