O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/09/2020

O início do Século XXI foi marcado pela criação do programa jovem aprendiz, empreendido pelo governo federal. Trata-se da primeira oportunidade de emprego, oferecida à jovens de 14 a 24 anos. Pela Lei do Aprendiz, todas as empresas devem ter de 5 a 15% de seus funcionários sendo menores aprendizes, os quais devem estar estudando e trabalhando ao mesmo tempo. Entretanto, o jovem brasileiro encontra barreiras, mesmo com o programa, para ser inserido no mercado de trabalho. Dessa forma, destaca-se a falha preparação dos jovens pelas escolas, bem como as dificuldades impostas pelas empresas em oferecer o primeiro emprego.

Em primeiro plano, destaca-se que, de acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a escola possui o dever de vincular o jovem no mercado de trabalho. Contudo, o foco educacional, como consequência da exigência de maior qualificação profissional, é em preparar o adolescente para provas qualificativas. Tal episódio comprova-se pelo fato de 49% dos jovens brasileiros apenas estudarem, com seu foco em futuras provas, dados resultantes de pesquisas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Dessa maneira, percebe-se que as leis nacionais impostas não são cumpridas pelas instituições de ensino qualificadas.

Outrossim, há o paradoxo da experiência, que consiste em empresas exigindo alguma experiência profissional para o jovem ingressar na companhia. O programa de jovem aprendiz trata-se de um auxílio em busca da primeira oportunidade de emprego, sendo assim, o indivíduo não possui experiências anteriores na área. Tal fato justifica o cenário atual, em que, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 27% dos jovens estão em desempregados, em busca de sua primeira oportunidade. Além disso, na Constituição Federal consta que empresas não podem exigir esse tipo de experiência, o que evidencia ainda mais o paradoxo.

A fim de resolver essa problemática, é mister que o Estado, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de verbas destinadas à área, insira disciplinas na base curricular brasileira, que desenvolvam competências de um profissional para o mercado do trabalho. Tais disciplinas devem conter, a título de exemplo, noções básicas de economia, empreendedorismo e negócios. Ademais, deve haver uma maior fiscalização para com as empresas, averiguando se as exigências em relação ao programa jovem aprendiz estão sendo cumpridas. Isso posto, haver-se-á melhores oportunidades para os jovens ingressarem no mercado de trabalho.