O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/09/2020

Vemos que o mercado de trabalho atualmente está cada vez mais competitivo e exigente. Enquanto de um lado existe a necessidade de investir em formação para ser qualificado o bastante em um ambiente que busca profissionais especializados, de outro lado existem jovens perdendo oportunidades por não possuir experiência prévia na área em que desejam atuar. É quando surge o conflito entre teoria e prática, quando na verdade elas deveriam estar integradas no processo de aprendizagem para que se possa produzir conhecimento.

Existem programas governamentais de incentivo, mas a realidade é que ainda não comportam a demanda, muitas pessoas nem sequer chegam a ter conhecimento dos projetos. Também há iniciativas privadas, como a da empresa Emprego Ligado, que podem ajudar os jovens na hora de preencher uma vaga.

Vem crescendo, também, entre os jovens a procura por cursos técnicos. Tais cursos são alternativas para quem não ingressou na graduação e pretende obter uma formação em menor período de tempo, há ainda casos de jovens que preferem concluir um curso técnico antes de começar a graduação, dessa forma é possível ter uma visão mais clara da área em que se pretende atuar, alguns deles são gratuitos. Submeter-se a esse tipo de ensino, agrega ao estudante capacidades semelhantes às que são desenvolvidas no próprio mercado de trabalho, além de diferenciá-lo dos demais. Infelizmente no Brasil, apenas o ensino fundamental e médio não prepara o jovem para o mundo competitivo do mercado, que segue um padrão mínimo exigido pelas empresas, o que acarreta dificuldades até a idade adulta. Para os que iniciam a vida acadêmica no ensino superior ,a dificuldade que em tese poderia ser diminuída, ainda é agravante.

A maioria dos estágios, primeiro passo para o profissionalismo, exigem maior tempo cursado, em média 2 anos. Existe ainda o perfil de jovens, estes de classe média e classe média alta, que preferem adiar a entrada no mercado, dedicando-se apenas aos estudos. Isso vem fazendo com que a taxa de desemprego caia há mais de uma década. São jovens entre 18 e 24 anos, que são sustentados financeiramente pela família enquanto tiverem opções para aumentar a bagagem intelectual e obter vantagem para ocupar os melhores cargos. Esse quadro nos revela uma competição desigual entre os jovens que pretendem ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Enquanto os jovens que pertencem à famílias de classe média podem obter facilmente o padrão de qualificação exigido pelo mercado, os jovens de classes mais baixas e de periferias encontram inúmeras barreiras e dificuldades para que possam se qualificar, e assim ascender socialmente.