O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 18/09/2020
Segundo o Artigo 205 da Magna Carta, um dos propósitos da educação é preparar o jovem para o mercado de trabalho. No entanto, é possível contestar o pleno exercício dessa finalidade, tendo em vista os entraves para a inserção da juventude em uma ocupação trabalhista. Nesse aspecto, as burocracias empresariais, bem como a falta de incentivo governamental, fomentam essa problemática. Dessa forma, faz-se necessário analisar esse cenário e, a partir disso, promover possíveis soluções para esses impasses.
Em primeira análise, cabe apontar a ideologia contratualista do filósofo John Locke, na qual afirma que os indivíduos confiam no Estado e que esse, por sua vez, deveria garantir os direitos dos cidadãos. Nesse panorama, percebe-se a ineficiência governamental frente às dificuldades da inserção do jovem no mercado de trabalho, pois há um ínfimo investimento na qualificação profissional desse público. Consequentemente, corrobora para o aumento do índice de desemprego. Nesse viés, tal condição mostrou-se como onerosa, pois se esse quadro se agravar, se instauraria uma crise previdenciária, visto que em detrimento da desocupação em massa da população potencialmente produtiva, a sociedade inativa estaria comprometida.
Ademais, outro fator que dificulta o ingresso do jovem a um emprego é a escassa preparação acadêmica para o meio profissional. Segundo Jacques Meir, diretor do grupo Padrão, um importante fator que explica o número de jovens desempregados, que, por sua vez, está crescendo de forma mais rápida e exacerbada, é a má formação acadêmica. Ou seja, as escolas não são instruídas a incentivarem seus alunos a buscarem algum emprego. Logo, ao sair do ensino médio, o jovem se vê despreparado para o mercado de trabalho e pouco propício para ser requisitado em determinada ocupação.
Portanto, a fim de suplantar esse caos, cabe ao Ministério do Desenvolvimento investir na qualificação profissional dos jovens, ao utilizar-se da Lei de Diretrizes Orçamentárias para que destinem verbas para o aumento de cursos de capacitação. Concomitantemente, é fundamental que o Ministério da Economia, por meio de incentivo fiscal às empresas privadas, garanta benefícios a quem aderir ao programa Jovem Aprendiz com a finalidade de manter a juventude empregada em função das ampliações de vagas. Além disso, compete ao Ministério da Educação elaborar um sistema de ensino capaz de instruir os estudantes a visarem uma melhor eficiência quando ativos no meio profissional. Assim, serão mais favoráveis a serem aceitos nas vagas de emprego disponíveis. Dessa forma, será possível alcançar um aproveitamento dessa classe trabalhadora.