O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 18/09/2020
Há pouquíssimos anos atrás, os jovens não tinham a obrigação de estudar, e sim de trabalhar, pois muitas famílias passavam por necessidades e precisavam que os filhos ajudassem nas contas da casa. Porém, com os avanços da Terceira Revolução Industrial, as instituições de trabalho se modificaram e tornaram-se mais exigentes e competitivas. Assim, o estudante brasileiro, enfrenta problemáticas até então não exploradas, como despreparo emocional e intelectual, ou seja, está cada vez mais exclusiva a inserção no mercado de trabalho.
Primeiramente, desde 2014, o Brasil vem enfrentando uma crise econômica que desencadeou, na grande maioria das empresas, a atitude de priorizar profissionais com experiências e com uma bagagem de cursos em seus currículos. Entretanto, essa maior qualificação buscada pelas empresas reduziu drasticamente o número de oportunidade de jovens para adquirir experiências e poder se profissionalizar. Desse modo, a atual conjuntura econômica do país está dificultando o desenvolvimento profissional dos novos brasileiros e isso futuramente pode refletir em uma crise ainda maior.
Por outro lado, em 2005, foi regulamentada a Lei do Aprendiz, ou Menor Aprendiz. Ela determina que toda empresa de grande ou médio porte deve ter de 5% a 15% de jovens aprendizes entre seus funcionários, o que permite jovens a ganhar experiência para seus trabalhos futuros. Além disso, um dos males da nova geração é a ansiedade, que dificulta o jovem de demonstrar com totalidade suas capacidades e desempenhos. Nesse sentido, quanto mais os jovens buscarem e receberem ajuda para se prepararem para esse universo competitivo maiores serão suas chances.
Portanto, os jovens brasileiros possuem todo o direito de ingressarem no mercado de trabalho e assim contribuírem nas mais diversas esferas sociais, e devido a isso toda exclusão recebida até então deve acabar. Para isso acontecer com sucesso, é dever dos governos estaduais de planejar e executarem, nas escolas públicas, a formação de um grupo de auxílio, este deve ser formado por professores e psicólogos voluntariados, os quais vão ajudar os estudantes interessados a pesquisarem sobre as empresas, políticas públicas oferecidas, o que devem se aprimorar, como se comportarem no ambiente de trabalho e como controlar a ansiedade. Assim, jovens mais capazes serão formados e o quadro de desemprego mudará para melhor.