O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 18/09/2020
Seletividade mercantil trabalhista
Desde o início da Terceira Revolução Industrial (também conhecida como Revolução Técnico-Científica), majoritariamente caracterizada pela integração de alta tecnologia nos meios de produção, a partir da década de 1950, foi possível observar fenômenos responsáveis pela mudança da dinâmica de mercado, seja pela gradativa autonomia conquistada pelos jovens no âmbito econômico, seja pela consequente qualificação necessária para o emprego, já que as máquinas e tecnologias estão substituindo a mão-de-obra mais simples e superficial.
Embora tenha surgido relativo grau de independência financeira dos jovens no período contemporâneo, a oportunidade é dificultada pela inexperiência prática para empregos que exigem uma postura mais matura dos indivíduos. Logo, apesar do poder aquisitivo, a juventude não é completamente capacitada para inserir-se nesse cenário, que de acordo com o Relatório Mundial da Juventude, a carência de ações fundamentadas e mapeamentos de desafios, deve-se, principalmente, a inconsistência de dados e informações sobre essa parcela significativa da população.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de jovens no ensino superior é baixo e restrito, em um percentual estabilizado em 32,7%, enquanto a educação infantil, aumentou de 90,2% para 92,4%, entre 2016 e 2018. Este dado revela-se alarmante ao considerar o futuro dos indivíduos que não estão qualificando-se devidamente para o mercado de trabalho, o qual, hodiernamente, é cada vez mais seletivo e exigente quanto aos integrados. Isso significa dizer que, por mais que existam vagas de emprego disponíveis aos jovens, estes não tem acesso as mesmas pela falta de conhecimento, experiência e qualificação para o cargo.
Destarte, é míster que o Ministério da Educação realize reformas no ensino básico, por meio de seu poder executivo, de maneira que os professores possam não só preparar os alunos para tornarem-se bons cidadãos, aptos para exames e vestibulares, como também compreendam a dinâmica social do mercado de trabalho e a importância da sua qualificação, para a garantia de emprego digno. Dessa forma, as escolas incentivarão as mentes jovens a continuarem nos estudos, com perspectiva de futuro. Cada vez mais, os jovens tem destaque no meio político, social e econômico, em razão da sua facilidade de adaptar-se a cenários adversos. Essa flexibilidade juvenil deve ser usufruída positivamente, por meio do desenvolvimento de habilidades e competências que somente a educação pode fornecer. Ao atingir-se este primeiro objetivo, por consequência a capacitação, bem como a taxa de desemprego entre o grupo descrito apresentarão resultados melhores.