O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/09/2020

Segundo o filósofo alemão Fridrich Hegel, o Estado sintetiza numa realidade coletiva, isto é, a totalidade dos interesses contraditórios da sociedade. Portanto, o Estado se define por não possuir nenhum interesse particular, mas apenas interesses comuns e gerais a todos. Nessa lógica, analogamente, o governo brasileiro não cumpre com as necessidades de grande parte da população, uma vez que a dificuldade dos jovens brasileiros de se inserir ao mercado de trabalho tem se intensificado. Observa-se tal situação não só na modernização tecnológica, mas também na deficiente educação vivenciada no Brasil.

Deve-se pontuar, desde início, a questão pouco argumentada sobre os entraves encontrados no desemprego em massa dos jovens brasileiros, já que perpetua-se a educação como um revés. Á vista disso, o pedagogo Paulo Freire alega que a educação brasileira é historicamente conteudísta, a qual não possui aplicabilidade no cotidiano dos jovens, assim, ela não prepara o jovem para o mercado de trabalho. Dessa forma, a educação básica se configura numa calamidade social por não conseguir orientar o jovem para a formação plena para a vida adulta, consequentemente, no trabalho. Logo, isto acarreta em um irrespeito descomunal a esse público, em virtude de uma negligência estatal com a educação.

Entretanto, outra questão a ser enfatizada acerca deste cenário é a mecanização do trabalho. Contudo, desde a Revolução Industrial no século XIII iniciada na Inglaterra, o trabalho manual tem sido substituído por máquinas em virtude de promover uma maior produção com menores gastos. Dessa maneira, as oferta de emprego tem sido limitadas. Consequentemente, grande parte dos jovens tem aderidos empregos informais, os quais na maioria das vezes não possuem direitos assegurados, tornando-se grande potencial ao trabalho escravo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Infere-se, então, que o Governo Federal juntamente ao Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue a Câmara dos Deputados que deverá propor a reformulação do currículo escolar, cuidadosamente pensada por especialista na área a fim de aderir que sistema cuja preocupe com a especialização da mão de obra dos jovens para futuros profissionais. Dessa maneira, espera-se que com essa medida sejam freadas as problemáticas relacionadas a inserção do jovem ao mercado de trabalho.