O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 22/09/2020

A Constituição Federal de 1988 foi promulgada com promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da validação constitucional, percebe-se que o direito social ao trabalho, configura-se uma lacuna no princípio da isonomia. Posto isto, nota-se que o mercado de trabalho para os primaveris possuem alicerces amargos no País, em decorrência não só do déficit de mão de obra qualificada, mas também de investimentos em políticas que possibilitem uma melhor formação e acesso ao mercado de trabalho.

De acordo com o Plano Nacional de Educação, apenas 21,7% dos jovens entre 18 e 24 anos frequentam algum curso superior, esse percentual é ainda inferior para os jovens de baixa renda e negros. Nessa perspectiva, à baixa escolaridade resulta em mão de obra desqualificada e altas taxas de desemprego, por consequência, aumento do trabalho informal, caracterizado pela inexistência das leis, instável e baixos provimento financeiro.

Equitativamente, no País, apesar da existência de políticas de democratização do ensino superior, nos últimos anos, estas políticas vêm sofrendo redução nos investimentos, resultando numa diminuição do acesso a este ensino, principalmente para os estudantes provenientes de escola pública e baixa renda. Aliado a isso, a educação brasileira é majoritariamente tradicionalista, com professor detentor do conhecimento e os alunos são agentes passivos no aprendizado, no qual, esta passividade na construção do saber, refletem diretamente no amadurecimento e melhor preparo para o mercado de trabalho.

Dessa forma, a qualificação profissional e educação básica de qualidade são aspectos emergentes para inserção dos jovens no mercado de trabalho. Principalmente, com aumento de investimento nas políticas de acesso ao ensino superior e introdução de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem, que poderão possibilitar um aprendizado mais eficiente na escola e vida profissional.