O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 24/09/2020

Na série “Sex Education”, a personagem Maeve, tem problemas na busca de um trabalho formal. De maneira semelhante ao seriado, no Brasil, os jovens enfrentam dificuldades e falta de oportunidades para ingressar no mercado de trabalho. Nesse sentido, a insuficiência de política públicas de inserção de jovens ao mercado de trabalho impulsiona o aumento do desemprego entre esses indivíduos da população.

Em primeira análise, é inquestionável que a carência de ações efetivas de integração de jovens no meio profissional está entre uma das causas da situação. Tendo em vista que segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 23% da mocidade brasileira não trabalha e nem estuda. Nesse ponto, destaca-se à falta de oportunidade de estudo técnico e profissionalizante, consequentemente, os cidadãos tornam-se despreparados e desinteressantes para os empregadores por não possuírem atrativos para as empresas.

Em segunda análise, vale ressaltar que conforme pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego chegou a 13,6%, no segundo semestre de 2020, indicando a consequência da problemática. Além disso, a baixa empregabilidade causa queda na movimentação econômica, uma vez que, os jovens não dotam de poder aquisitivo deixando de adquirir produtos, e efetuar gastos. Nesse panorama, cabe parafrasear a poetisa, Cora Coralina, “Acredito nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida.”, amparar a juventude é pensar no futuro da nação. Por isso, é indubitável a necessidade de incorpora-los no mercado de trabalho e organizações educacionais.

Portanto, é preciso intervenção do Estado para ultrapassar esse obstáculo. Para isso, urge ao Ministério do Trabalho, órgão governamental responsável pelas diretrizes trabalhistas, em parceria com a iniciativa privada, criar um projeto de estágios remunerados a técnicos e universitários, por meio de isenção de taxas para empresas dispostas a participar, exigindo espaço mínimo de 15% do seu quadro de funcionários serem aprendizes ou estagiários, formando ponte entre instituições de ensino, alunos e mercado de trabalho. Concebendo assim, oportunidades de trabalho formal e estudo ao futuro brasileiro.