O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 29/09/2020

Com o advento de novas tecnologias as condições de trabalho se modificaram seja no molde dinâmico profissional, seja no ambiente produtivo. Esse contexto torna-se, principalmente para os jovens, desafiador, visto que as instituições essências - como a escola - adaptaram-se de maneira ineficaz para auxiliar a introdução de iniciantes no mercado de trabalho. Assim, é evidente que a omissa capacitação técnica e a flexibilização das profissões atuais transfiguram-se em escassas oportunidades.

Em primeiro plano, segundo Michel Foucault, a sociedade inflinge, no indivíduo, micropenalidades. Estás, por sua vez, deverão molda-lo, a fim de impor-lhe o formato adequado  de acordo com a coletividade. Porém, observa-se que o deficitário treinamento viabilizado pelos centros educativos não assegura a formação adequada - de acordo com o pensamento de focault -, dado que o fornecimento assistencialista por parte das organizações de ensino e insuficiente. Essa conjuntura pode ser visualizada, por exemplo, nas dificuldades que são impostas ao jovem para adquirir o primeiro emprego, já que a cultura da produtividade estabelecida nas profissões contemporâneas requerem conhecimento prévio da profissão ou experiência - o que o jovem não tem, posto que está no início de carreira.

Ademais, o modelo profissional exige, na contemporaneidade, flexibilidade, o que torna adverso ao jovem, que possui pouca experiência. A imposição dessa versatilidade - como a necessidade de alta produtividade diariamente, por exemplo- é retratada pelo pensamento do sociólogo Zigmunt Bauman, o qual expõe o trabalho líquido, ou seja, as relações profissionais necessitam de elevada dinamização produzindo, assim, o “darwinismo profissional”, que explícita a necessidade de exclusão do indivíduo que não adaptar-se a determinada situação. Tal fato é danoso no que condiz a oportunidades aos jovens, uma vez que é impraticável o ambiente, pois exige, além da alta produtividade, conhecimentos amplos. Dessa maneira, esse contratempo poderia ter sua resolução na distribuição de cursos de capacitação técnica distribuída por empresa. Contudo, durante essa inexistência de ações o mercado de trabalho torna-se contraproducente aos jovens.

Diante disso é imprescindível que o Ministério da Educação, juntamente com empresa privadas, por meio de investimentos estaduais, forneça cursos gratuitos de preparo profissional. Juntamente a isso o ministério da educação, por intermédio de programas escolares, deve distribuir palestras referentes ao mercado de trabalho e, também, ampliar os programas educativos - como preparatórios. Essas propostas terão o objetivo de endossar maiores oportunidades a jovens no mercado de trabalho. Logo, denir-se-á o paradigma propício do mercado de trabalho e suas tecnologias.