O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 26/09/2020

No Brasil, os jovens entre 15 e 25 anos representam 25% da população, segundo o IBGE. É um fato recorrente a falta de jovens no cenário do mercado de trabalho no Brasil, não fora algo que surgiu no atual século, porém, ganhou maior força tendo a vista as dificuldades enfrentadas pelos jovens, especialmente nos estudos. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Unibanco: 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos abandonaram os estudos, sendo mais de 50% aqueles que nem ao menos sequer terminaram o ensino fundamental (fonte: Agencia Brasil).

Atualmente, o governo brasileiro disponibiliza um estudo ‘‘completo’’ aos jovens do país, apresentando políticas públicas que viabilizam o estudo desde o início do ensino fundamental até o término da faculdade. Também são disponibilizados cursos gratuitos com formação técnica, atualmente, o IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul), por exemplo, oferece mais de 150 opções de cursos, mas o mesmo vem apresentando dificuldade com a falta de verbas cedidas pelo governo federal em 2019. Tal fato afeta a educação de jovens, tendo em pauta que cursos técnicos podem facilitar a ingressão no mercado de trabalho de forma significativa (disponível em: Guia da Carreira).

O abandono dos estudos básicos pode ser consequência primária de diversos fatores, o mais comum, segundo o site ‘‘O Povo’’, a necessidade de entrarem em um emprego informal para auxiliarem com a economia familiar, mais uma vez, o abandono nos estudos sendo um dos principais fatores que inviabilizam a entrada dos jovens em um emprego conceituado e formal.

A partir das problemáticas supracitadas, duas possíveis soluções seriam: a restauração de verbas destinadas aos Institutos Federais espalhados pelos 26 estados brasileiros; seria necessário um reajuste nos cortes de verbas públicas destinadas ao cenário da educação brasileira. O Ministério da Educação (o MEC, tendo como seu atual ministro: Milton Ribeiro) poderia também, estudar a possibilidade da criação de uma bolsa de auxílio aos estudantes para assim, poder amparar financeiramente com gastos de transporte, alimentação e compra de materiais escolares básicos. Assim poderia ter como resultado, uma menor taxa de abandono escolar, facilitando a entrada no mercado de trabalho, pois, com um currículo estudantil completo a entrada no mesmo se torna mais facilitada e os jovens ganhariam maiores oportunidades em trabalhos formais e conceituados.