O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 27/09/2020

No filme “A procura da felicidade”, o protagonista Chris enfrenta sérios problemas financeiros, por não conseguir um emprego remunerado. Não distante da realidade de Chirs está a de muitos jovens brasileiros que não conseguem se inserir no mercado de trabalho e quando conseguem não são assalariados, portanto urge a necessidade de debate sobre essa problemática no brasil e que tem como fatores preponderantes a baixa qualificação profissional e o preconceito pragmático sobre a necessidade de experiência na função para serem contratados.

Nas sociedades capitalistas a mão de obra ter se tornado assalariada expôs o indivíduo a competitividade para conseguir um emprego e sobreviver, nesse aspecto o conhecimento foi se tornando o diferencial dos competidores, isso fica amplamente exposto no Brasil a partir da década de noventa  segundo o repositório do IPEA, marcando o início de exigências de maiores níveis de escolaridade para conseguir um emprego, prejudicando os jovens de se especializarem devido a pouca idade e se inserirem no mercado de trabalho.

Embora depois da análise do problema pelos gestores de políticas públicas no Brasil, tenham sido criadas leis como a 10097/2000 para oportunizar maiores condições de emprego para os jovens brasileiros, uma pesquisa feita por Alexandre Queiroz mestre em administração pública e Maria Eugenio antiga Secretária do trabalho e emprego em Minas Gerais, empresas ainda nutrem o pensamento de que os jovens não tem experiência e despreparo para as funções, contribuindo para maiores níveis de desemprego  e quando os jovens alcançam o emprego ainda se deparam com a situação de não remuneração para adquirir a experiência para maiores chances futuras e acabam aceitando. Essa problemática acarreta sérios problemas de estabilidade na vida desses jovens, necessitando de maiores posições governamentais para que não sofram mais com esses impecilhos.

Em suma, faz se essencial criar maiores programas em parceria com o Ministério do Trabalho e Economia  para estabelecerem parcerias com empresas privadas para oportunizar que os jovens s encaixem, rompendo com o pensamento “habitus” que ainda marca muitas empresas, sobre a necessidade de experiência e maiores níveis de escolaridade para essa faixa, que coincidem com empregos não remunerados como o personagem Chirs, ou a falta deles. A exigência de maiores quantidades de estágios remunerados,  e descontos fiscais para empresas que tenham uma porcentagem correspondente ao fluxo de funcionários de jovens e propostas para recém formados, podem contribuir para mudar o quadro desgastante da preocupação que o jovem deve ter para encontrar um emprego e sobreviver.