O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/09/2020
É comum encontrar nos dias de hoje jovens enfrentando o desafio - e aproveitando a oportunidade - como menor aprendiz em empresas grandes ou pequenas para ganhar experiência e responsabilidade. A Lei nº 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005, determina que todas as empresas de médio e grande portes contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional. Uma das exigências dessa Lei é que o jovem esteja devidamente matriculado e frequentando uma instituição de ensino.
Muitos pais obrigam seus filhos a enviarem currículos p/ vagas abertas em sites buscando o menor aprendizado pois acreditam que devem adquirir maturidade através deste. A inclusão no âmbito profissional proporciona crescimento, aprendizado, autoconfiança e, principalmente, responsabilidade profissional e pessoal. Essa tarefa, no entanto, raramente é fácil. Greicy Weschenfelder, autora e professora, descreve bem o caminho para um futuro promissor. “É preciso deixar marcas positivas, ser um diferencial em relação à legião de candidatos potenciais que brigam por uma vaga. Para isso, o jovem precisa fazer a diferença, meta atingível somente através do estudo”; obviamente, existem milhões de jovens atrás de tais vagas, o que torna uma competição - o destaque acarretará em mais oportunidades e talvez, o sucesso profissional.
Alguns não se arriscam por medo ou qualquer tipo de insegurança, observando que ficam ociosos ao deixar o lar e se adaptar a uma nova realidade. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) efetuada entre nove países da América Latina e Caribe, revela que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam (jovens nem-nem), sendo a maioria mulheres, tendo em vista que parte delas vem de uma criação onde o ensinamento aborda que devem apenas ser dona de casa. Enquanto isso, 49% se dedicam exclusivamente ao estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo. As razões para esse cenário(jovens que não exercem a função), de acordo com o estudo, são falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos, problemas com habilidades cognitivas e socioemocionais, entre outros.
Trabalho, para o jovem contemporâneo, deve ser um assunto mais abordado pela família, trazendo talvez uma certa influência, tendo em vista que será muito bom para seu desenvolvimento profissional. Pais devem levar o assunto a sério, mas ao mesmo tempo não forçar a ponto trazer problemas nos estudos de seus filhos.