O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

O artigo 227 da Constituição Federal de 1988 garante, que é dever do Estado assegurar aos jovens e adolescentes a educação e profissionalização, a fim de qualificar a mão-de-obra destes. No entanto, hodiernamente, está cada vez mais difícil a inserção juvenil no mercado de trabalho, devido à displicência estatal em garantir as medidas da Magna Carta e ao ramo trabalhista estar cada vez mais competitivo. Destarte, urge a adoção de subterfúgios que visem reverter esse panorama.

Em primeira análise, deve-se salientar que a inobservância estatal em garantir a qualificação de jovens e adolescentes, coloca estes em um cenário trabalhista nefasto. De acordo com o filósofo inglês, Thomas Hobbes, o Governo deve garantir oportunidades, sejam trabalhistas ou educacionais, aos cidadãos, todavia, tal fato não acontece no Brasil. Dado que 23% dos jovens brasileiros não trabalham, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Essa perspectiva dificulta a inserção do jovem no mercado de serviços, não garantindo um futuro promissor e íntegro a estes. Devido ao cenário atual ,a juventude no país está mais propícia ao trabalho informal, cujo não garante os direitos trabalhistas do empregado. Nesse viés, é incontrovertível que a ideologia do pensador europeu não se aplica no Brasil, haja visto, que o Poder Público não garante de forma eficaz chances aos habitantes.

Ademais, com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, empresas e indústrias buscam por pessoas qualificadas e experientes, com o fito de que se tornem mais desenvolvidas. Logo, os jovens são excluídos desse ramo, devido à falta de conhecimento e habilitação. Esse panorama pode ser observado na série estadunidense ´´Suits´´, quando uma grande agência de advogados abre vagas em vários setores trabalhistas e muitas pessoas se candidatam, porém, somente a minoria, os melhores candidatos, são escolhidos, pois mostram domínio do que fazem. Desse modo, medidas devem ser efetivadas com o objetivo de inserir os jovens no grupo dos melhores e qualificados.

Portanto, o desafio está em garantir a inserção do jovem no mercado de trabalho. Cabe ao Governo Federal promover cursos gratuitos de qualificação em várias áreas trabalhistas, por meio de um projeto de lei que deve ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve estar contido regulamentos que visem democratizar o acesso aos cursos à todos os jovens, com a finalidade de garantir a estes todos os direitos educacionais. Além disso, é dever do Poder Legislativo criar leis que devem ser aplicadas por empresas e indústrias, nesses regulamentos devem ter medidas garantindo que estas devem preencher  25% do quadro de funcionários, por pessoas entre 18 e 24 anos, visando colocar em prática as medidas promulgadas pela Constituição Brasileira.