O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/10/2020
A chegada da Revolução Industrial, no século XVIII, promoveu o advento da máquina a vapor, o que ocasionou mudanças no mercado de trabalho da época e demandou profissionais mais especializados, deixando várias pessoas desempregadas. Paralelamente, observa-se, também, empecilhos para a entrada no mercado de trabalho na contemporaneidade, sobretudo, entre os jovens. Isso ocorre, ora em decorrência das disparidades educacionais, ora pela ineficácia governamental. Sendo assim, faz-se pertinente a análise desse fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeiro plano, é fundamental ressaltar a desigual distribuição de recursos educativos para a qualificação. Sob esse prisma, Charles Darwin, biólogo britânico, afirma que nem sempre o mais forte sobrevive, mas aquele que melhor se adapta ao meio em que vive. De maneira análoga, o mercado de trabalho funciona como uma ‘‘Seleção Natural’’, optando por indivíduos atendentes aos requisitos estabelecidos, sem oferecer amparo àqueles desfavorecidos. Dessa forma, é perceptível a facilidade de jovens elitizados portadores de uma formação de qualidade em garantir um emprego, enquanto os de baixa renda possuem menores ou inexistentes oportunidades.
Outrossim, é válido pontuar a morosidade do governo em tomar medidas que amenizem a problemática. Nesse sentido, Thomas Hobbes, filósofo contratualista, afirma ser papel do Estado garantir o bem-estar social, eliminando as diferenças. Nessa lógica, a falta de providências estatais diante das dificuldades enfrentadas pelos jovens ao tentarem garantir o primeiro emprego confronta o pensamento de Hobbes, visto que o indivíduo quando sujeitado a essa situação, é vítima da desigualdade social e, consequentemente, perde seu bem-estar. Dessa maneira, o ambiente torna-se propício ao crescimento dessa conjuntura, deixando a população a mercê de um poder estatal negligente.
Em suma, tornam-se necessárias providências que eliminem esse dilema. Logo, cabe ao Governo Federal - órgão de maior autoridade em todo território -, por meio do Poder Legislativo, elaborar leis que garantam a contratação dos jovens menos qualificados, oferecendo ajuda financeira e preparo, como financiamento de cursos técnicos e superiores, com o objetivo de reduzir as diferenças encontradas por esse público na aquisição de emprego e o promover uma maior atuação do Estado. Por fim, espera-se que os problemas no mercado de trabalho durante a Revolução Industrial permaneçam apenas no passado.