O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

No que tange ao período contemporâneo, sabe-se que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, segundo dados de uma pesquisa do Ipea, no ano de 2018. Tal quadro se dá mediante o desencorajamento das famílias em questões como educação, que fundamenta e capacita o jovem para um, então, futuro emprego. Ademais, o descaso de empresas com jovens aprendizes, que querem ingressar no mercado de trabalho, obstaculiza as chances desse grupo de adquirirem experiência profissional. Logo, é imperioso a resolução de medidas para minimizar a problemática.

Em primeira análise, faz-se necessário saber que são muitos os desafios que impedem o jovem de começar seu caminho profissional,ou até mesmo, de ter uma base escolar adequada. Embora seja imprescindível o estudo na vida de um indivíduo, muitas famílias induzem seus filhos a largarem a escola, para se dedicarem às atividades domésticas e familiares, tornando verdadeiros empecilhos no desenvolvimento educacional do jovem. Segundo um levantamento feito, em 2019, pelo Cedeca do Ceará, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, cerca de 23,3% dos adolescentes, entre 15 e 29 anos, tiveram que deixar a escola para cuidar da casa ou de uma pessoa. Portanto, tal pesquisa apenas corrobora com o fato de que o estudo, que é imprescindível para a formação profissional, muitas vezes é restrito à certos jovens, dificultando seu ingresso no mercado de trabalho.

Outrossim, é importante ressaltar como a experiência profissional cria oportunidades de trabalho. Porém, muitos aprendizes têm dificuldades em conseguir emprego, tendo em vista que há empresas que optam por não contratar pessoas de menor, devido à falta de responsabilidade e maturidade. Em contra partida, a Lei n°10.097/2000, ampliada no Decreto Federal n°5.598/2005 determina a contratação de, no mínimo 5% de aprendizes, por empresas de grande ou médio porte.

Logo, cabe ao MTE, Ministério do Trabalho e do Emprego, efetivar leis em pró de jovens aprendizes no mercado de trabalho, por meio de fiscalizações nas empresas, para, então, assegurar as devidas oportunidades a tal grupo.