O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

Segundo a declaração universal dos Direitos Humanos, artigo 23° : “Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. Em contrapartida, jovens enfrentam muitos desafios e falta de oportunidades para entrar no mercado de trabalho no hodierno cenário brasileiro. Ora pela falta de acesso a educação de qualidade, ora pela ausência de políticas públicas.

Em primeiro plano, é necessário salientar que os desafios do jovem começam cedo, em seu âmbito escolar de ensino precário. Nessa conjuntura, uma pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola.Por consequência, o aluno não adquire uma experiência profissional e há o aumento da evasão escola, a partir desse momento, pela necessidade da sua subsistência e de sua família, ele ingressa mercado de trabalho informal, o qual muitas vezes não oferece um salário digno ou seus direitos trabalhistas. Desse modo, medidas para melhorar a qualidade da educação precisam ser tomadas.

Em segundo plano, a ausência de políticas públicas para incentivo do jovens no mercado de trabalho. Seguindo uma lógica da estrutura social, o maior índice de desemprego no Brasil entre todas as faixas etárias é dos jovens até 25 anos e com um corte de raça, gênero e classe social, a jovem negra e pobre é aquela que possui a menor possibilidade de ingressar no mercado de trabalho e a que observa o maior índice de desemprego. Conduto, mesmo com a criação de programas, como o jovem aprendiz, só atendem a um número insignificante de pessoas, são pontuais e servem para alimentar a propaganda política, mas não vão à causa do problema, ou seja, a miséria e a falta de condições de auto sustento para as famílias.

Diante dos argumentos citados, é imprescindível que o Governo Federal por intermédio do Ministério da Educação, escolha com cautela profissionais da educação, que estimule a aprendizagem do aluno, aprimore a estrutura de escolas públicas, como cadeiras e mesas novas e limpeza da mesma, e investir na compra de mais livros, didáticos e paradidáticos, para que o aluno, desse modo, possa ter interesse nos estudos e abranger sua oportunidade de trabalho futuramente. Além disso, o Governo Federal, por meio do poder legislativo, deve aprimorar a lei do Jovem Aprendiz, aumentando o percentual de aprendizes em empresas grades ou médias. Assim, muitos jovens brasileiros poderão ingressar na tão sonhada vaga de mercado de trabalho.