O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

Publicada em 1948 pela ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegurou que todo cidadão tem direito ao trabalho e a livre escolha de emprego. No entanto, no Brasil, na prática tal garantia é deturpada visto que a inserção de jovens no mercado de trabalho ainda enfrenta problemas e desafios. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à ineficácia do Estado na solução desse infortúnio, mas também à ineficiente inclusão digital que vem crescendo excessivamente. Logo, buscar ações para intervir nessa questão se faz imperioso.                                                                                     Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para a maior inserção de jovens no mercado trabalhista, haja vista que de acordo com o IBGE a taxa de desemprego entre jovens atingiu 27,1% só no primeiro trimestre de 2020. Desse modo, o programa apresentado pelo Governo Federal em 2019 chamado “Verde Amarelo” criado para estimular jovens de 18 a 29 anos a criação de empregos. Como resultado, o programa até então se fez insuficiente para atrair a juventude e suprir as elevadas taxas de desemprego no país. Outrossim, é necessário a mudança desse cenário.        Outro fator relevante é a ineficiente inclusão digital, modalidade essa que exclui famílias de camadas sociais mais baixas sem acesso a internet. De acordo com o IBGE, no Brasil, 45,9 milhões de pessoas não acessam a internet, fator esse que contribui cada vez mais a desigualdade social e a exclusão dessas pessoas do meio social, cenário esse que precisa ser mudado.                                                                                                                Dessa maneira, se faz necessário que haja a inclusão de pessoas excluídas digitalmente dando a elas oportunidades de trabalho no meio atual. Posto isso, o Governo, instituído para organizar e regrar a sociedade, por meio de um amplo debate entre Estado e sociedade civil, fornecer aparelhos celulares e novas oportunidades de emprego, a fim de fazer com que menos famílias estejam excluídas do meio digital e do mundo atual.