O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/10/2020
Em primeira análise, é fácil perceber a importância que o trabalho assume na vida das pessoas. Segundo o filósofo Sócrates: “O homem para ser completo deve estudar, trabalhar e lutar”. Diante disso, em um mundo no qual o trabalho é hipervalorizado, uma boa carreira profissional simboliza êxito nessa área. Dessa forma, coloca-se em pauta dois fatores que estão em contrapartida a essas conquistas profissionais: as desigualdades sociais e a má qualidade da educação pública brasileira
Primeiramente, é preciso destacar que a desigualdade é um fator determinante para que parte do público mais novo não arranje emprego. Com a grande exigência de experiência e qualificações pelas empresas, a população mais abastada consegue sustentar seus filhos por mais tempo enquanto eles adquirem bagagem intelectual para conseguirem os melhores cargos. Entretanto, os jovens de famílias mais pobres, majoritariamente pardos e negros, precisam, para complementar a renda da família, trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Assim, por não terem qualificações, quando conseguem um emprego, ficam com as piores vagas, em trabalhos informais e desgastantes, e muitas vezes param de estudar pela dificuldade de conciliar o emprego com os estudos.
Além disso, como resultado da precariedade da educação brasileira, 52% dos jovens perdem o interesse pelos estudos e podem ficar desempregados, conforme dados do Banco Mundial. Com o despreparo dos professores e a defasagem no modo de ensino, a escola não desperta o interesse e não estimula os alunos, que deixam de se esforçar e pensar no futuro. Dessa forma, a educação, que seria essencial para preparar o jovem para o emprego pois, para Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele” não cumpre sua função, formando pessoas sem a carga de conhecimento, experiência, valores e maturidade necessária para a competição no mercado de trabalho.
Faz-se necessário, que o Governo crie medidas para que todos os jovens estejam preparados para entrar no mercado de trabalho, porém é essencial a democratização de uma educação de qualidade. Para isso, é fundamental investir nos centros educacionais, criar mais mecanismos de inserção do jovem em empresas, e mais precisamente por meio da criação de mais escolas politécnicas, na capacitação de professores, e na atualização do modo de ensino, inserindo tecnologias e métodos mais atrativos, o que poderia diminuir a evasão escolar e despertar mais interesse nos alunos, que passariam a se esforçar mais. Ademais, o Ministério da Educação, pode promover palestras que incentivem os alunos e esclareçam a importância de uma formação adequada para a entrada no mercado de trabalho. Essas ações, em conjunto, podem ajudar na qualificação do jovem e, consequentemente, na melhora da situação dos jovens brasileiros no mercado de trabalho.