O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

Na sociedade atual, especialmente nos países subdesenvolvidos, o mercado de trabalho contém inúmeras problemáticas. Quando se fala sobre a inserção do adulto jovem, a situação se torna ainda mais complicada. Como o desemprego está alarmante, as empregadoras preferem contratar pessoas com qualificação e experiência, o que fecha as portas para quem quer ter seu primeiro emprego. Entretanto, isso cria um ciclo vicioso que estagna o fluxo do mercado de trabalho e que torna a inserção dos jovens cada vez mais difícil.

Dado isso, outros fatores também impactam para essa esfera. Os contratadores, por exemplo, levam em conta o fator emocional para sentirem segurança ao empregarem alguém.  E quem está iniciando agora, na maioria dos casos, ainda não tem o necessário amadurecimento emocional,  familiar e responsável. Bill Gates falou: “Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.” e isso retrata o processo de evolução natural da vida adulta que é cobrado, combinando todas as ramificações interpessoais e intrapessoais retratadas acima.

Entrementes, o Estado, visando estancar esse acontecimento frequente, oficializou, através da Lei nº 10.097/2000, que empresas de grande e médio porte contratem uma porcentagem obrigatória de aprendizes ainda na escola, para já terem experiência quando saírem dela. Para que as medidas tomadas sejam ainda mais eficientes, a Lei deve ser ampliada, aumentando a porcentagem e oferecendo mais recursos do que apenas a contração obrigatória. Uma matéria visando o mercado de trabalho deve ser adicionada na escola, particularmente no ensino médio, com o aval do MEC — Ministério da Educação — para que os adolescentes já tenham um certo preparo ao iniciarem sua jornada no emprego. Por fim, acompanhamentos psicoterapêuticos devem ser ofertados, afim de amenizar, e dissuadir possíveis angústias quanto a tudo isso.