O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

No filme “À Procura da Felicidade, protagonizado por Will Smith, é mostrada a dificuldade de Chris Gardner em conseguir entrar no mercado de trabalho, devido sua mediana formação acadêmica e faltas de oportunidades. Partindo do filme e comparando com a atualidade, a realidade dos jovens não se distancia da atuação exibida nas telas, já que no Brasil são mais de 3 milhões deles sem emprego algum, e o saldo disso é que os desafios e oportunidades de trabalho para o jovem contemporâneo merece debate em pelo menos dois pontos: evasão escolar e pouca capacitação.

Nesse sentido, vale lembrar que, à luz da Constituição Federal de 1988, art 205, a educação é um direito de todos, visando o desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, porém a realidade não faz jus à teoria no momento em que milhões de brasileiros não tem acesso aos estudos ou acabam abandonando a escola, caracterizando a evasão escolar. Esse óbice decorre de diversos fatores, principalmente de problemas financeiros no ambiente familiar, que com pouca renda para um único chefe do lar sustentar toda a família, a solução mais rápida para o aumento da receita do mês é que os filhos consigam um emprego, porém a maioria dos empregos apresentam inúmeras exigências, como habilidades tecnológicas e ensino médio completo, as quais apenas pequena parte da população privilegiada brasileira tem acesso. Logo, o resultado não poderia ser outro: a acentuação das desigualdades socioeducacionais e do trabalho informal.

Além disso, discutir os desafios e oportunidades do jovem no mercado de trabalho se torna mais relevante na medida em que a pouca capacitação do jovem é influenciado também pela evasão escolar, já que sem formação escolar, a capacitação se torna escassa. Isso pode ser explicado sob a perspectiva do filósofo alemão Immanuel Kant, o qual diz que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, isto é, os núcleos governamentais precisam investir e dar acesso à educação de qualidade a todos os cidadãos para que no futuro os frutos sejam colhidos e que o país cresça tendo como alicerce a educação e, consequentemente, uma população desenvolvida. Prova cabal disso é a situação da Coréia do Sul, a qual ,após guerras, estava completamente destruída territorial e economicamente  e a válvula de escape encontrada foi a educação, que deu prosperidade a nação.

Diante desse panorama, cabe ao Governo Federal, ampliar projetos de empregos ao jovem que não possua experiência, por via do Menor Aprendiz, com objetivo de prepará-lo no futuro  para empregos mais complexos e exigentes. Ademais, é imperioso que o Ministério da Educação- órgão responsável pelo conhecimento da população- ofereça cursos de capacitação e cursos técnicos, por meio de estratégias governamentais, com fito de encaixar a mocidade no tão sonhado e promissor mercado.