O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/10/2020
No Brasil, há registros que a exploração do trabalho infantil existe desde o seu descobrimento, em 1500. Todavia, com o passar dos anos foram criadas leis para proibir atividades trabalhistas para menores de 14 anos de idade, como por exemplo a lei nº 8.069/90. No entanto, no ano de 2000 foi criada a lei nº 10.097/ 2000 que obriga que todas as grandes empresas de pequenos e grandes portes possuam pelo menos 5% de seus funcionários entre 14 e 24 anos. Contrapartida, o aumento do desemprego é um fator desestimulante e a falta de qualificação para inclusão em empregos é um dos fundamentos mais relevantes para justificar a pouca presença de juvenis nessa área da sociedade. Com essa perspectiva, convém a análise das principais causas e possíveis alternativas para a resolução deste imbróglio.
“O trabalho dignifica o homem.”, afirmação de Max Weber, grande pensador na área da sociologia, que em seus estudos destaca que o trabalho se encaixa como uma das ações sociais mais nobres e dignas da sociedade. Sendo assim, é indubitável que o ofício é de fato uma das áreas mais importantes na vida de um cidadão. Contudo, a quantidade de pessoas desempregadas é o óbice para que o homem não se dignifique por meio do trabalho. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas- IBGE, o maior impacto do desemprego foi na população jovem (entre 14 e 29 anos), sendo mais de 7 milhões de desempregados.
O programa “Jovem Aprendiz” é um projeto desenvolvido pelo Governo Federal que consiste em incentivar grandes empresas a contratarem pessoas entre 14 e 24 anos, com o objetivo de encaixar esses jovens no mercado de trabalho. Porém, por muitas vezes as grandes empresas não veem vantagem em contratar pessoas novas, logo, sem formação e consequentemente sem experiência. Apesar de as entidades serem obrigadas a pagar uma multa de um salário mínimo quando não cumprem com essas contratações a falta de fiscalização faz com que elas saiam ilesas. Portanto, o número de efebos desempregados continua crescendo.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca da inserção de jovens no mercado de trabalho é imprescindível para a construção de uma sociedade responsável e uma economia mais qualificada. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Economia deve disponibilizar cursos de baixo custo ou gratuito por meio de plataformas online e em espaços físicos, a fim de preparar e qualificar jovens para o mercado de trabalho e o Governo Federal deve realizar fiscalizações mais cautelosas, dando assim mais oportunidade para juvenis conseguirem empregos.