O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

Atualmente, os jovens contemporâneos veem mercado de trabalho pouco receptivo. É possível perceber que a maioria dos jovens que completam o ensino médio ou que concluem a faculdade buscam por suas vagas de emprego, porém a busca pela tão almejada  independência financeira acaba ficando cada vez mais distante já que a grande parte das empresas optam por pessoas que já possuem experiência na aquela função, contudo para que os jovens adquiram experiência na função desejada é importante que as empresas deem oportunidades para eles aprenderem e assim adquirirem mais conhecimento e responsabilidades tanto pessoal como profissional.

Em primeiro plano, é importante observar que muitos jovens, conhecidos como nem-nem, não trabalham e não estudam. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) os jovens nem nem ocupam 23% dos jovens brasileiros, alguns escolhem estar assim e outros não possuem meios para estudar e trabalhar, muitos abandonam as escolas por inúmeros motivos, dentre eles: a falta de inclusão para aquelas crianças e adolescentes que possuem alguma deficiência e a falta de políticas públicas educacionais, mais claramente, as metas 8 a 11 do Plano Nacional de Educação. Além disso, também é enfrentado o desafio de assegurar a vaga do primeiro emprego uma vez que não é aceito aqueles jovens que não possuem experiência, dificultando assim a ingressão ao mercado de trabalho.

Ademais, a inserção do jovem no mercado de trabalho também possui seu lado positivo. O programa jovem aprendiz é um meio de contratação criado a partir da Lei de Aprendizagem do ano 2000 e tem como objetivo oferecer capacitação profissional e estimular o emprego de jovens entre 14 a 24 anos, principalmente aqueles que nunca trabalharam. Muitas empresas também abrem semestralmente programas de estágios e trainees e procuram recém-formados ou jovens em formação que conheçam a teoria de suas áreas e estão dispostos a coloca-los em prática Em síntese, a inclusão de jovens no âmbito educacional promove para eles uma boa oportunidade de emprego e uma excelente capacitação profissional.

Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho em conjunto com as iniciativas privadas invistam em projetos para jovens trabalhadores por meio da disponibilização de vagas no âmbito empresarial. Também é importante que o Ministério da Educação e o Ministério da cidadania devem incluir à grade curricular do ensino fundamental e ensino médio aulas ministradas por sociólogos e psicólogos, a fim de os preparar emocionalmente para outra fase de suas vidas e aplicar teste vocacional para os ajudar a escolher suas profissões.