O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste naturalmente ligada à realidade do país, e este fato ocorre pela falta de oportunidade, já que o mercado trabalhista está cada vez mais competitivo e exigente.

Convém lembrar, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil,  a falta de oportunidade por exigências rompe essa harmonia, haja vista que por ser o primeiro emprego, a lacuna de uma experiência profissional anterior, não pode ser preenchida.

Em virtude dos fatos mencionados, é evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, a lei número 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal número 5.598/2005, determina que todas as empresas de médio e grande porte contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional. Uma das exigências dessa lei é que o jovem esteja devidamente matriculado e frequentando uma instituição de ensino. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas palestras, que discutam a minimização de tal problema, a fim de que o tecido social consiga atravessar certas barreiras para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.