O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/10/2020
No livro “Admirável Mundo Novo” do escritor inglês Aldous Huxley, é retratada uma sociedade extremamente organizada, de modo que cada cidadão possui um emprego. Fora da ficção, essa realidade torna-se uma utopia para os jovens da contemporaneidade, visto que o mercado de trabalho apresenta desafios. Dentre os fatores que afetam a problemática temos: as desigualdades sociais e a má qualidade educação brasileira.
É válido pontuar, de início, que as desigualdades sociais exercem um fator determinante para que o jovem contemporâneo não entre no mercado de trabalho. Com a grande exigência de experiência e qualificação pelas empresas, a elite consegue sustentar o sua prole por mais tempo, enquanto estes conseguem melhorar seus currículos. Entretanto, a realidade dos fillhos de famílias carentes - maioria negros e pardos - é diferente, já que para complementar a renda da casa, precisam trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Assim, por não terem qualificações, acabam ficando com as piores vagas e salários. Esses fatos podem ser confirmados pelo Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que afirma que o desemprego da população negra alcançou 26,1% em 2019, acima da média nacional de 11%.
Além disso, a má qualidade da educação brasileira faz com que mais de 50% dos estudantes percam o interesse na escola e tenham menos oportunidades de empego.O despreparo dos professores, aliado aos antiquados métodos de ensino promovem, também, um confronto com as ideias da Katarina Tomasevski, relatora especial da ONU sobre o direito à educação, que afirma que “A educação é a chave para abrir o futuro”. Ou seja, apenas com ela as mazelas sociais e o desemprego poderão diminuir e o jovem terá um futuro melhor e mais promissor.
Por fim, conclui-se que para solucionar esta problemática, é necessário que o Ministério da Cidadania - órgão máximo responsável pela promoção de políticas públicas voltadas à inclusão social e ao desenvolvimento humano - deve promover bolsas escolares para os estudantes de baixa renda, por meio de programas de incentivo à educação, afim de promover a diminuição das desigualdades sociais e a democratização do mercado de trabalho. Ademais, o Ministério da Educação - órgão máximo de oferta da educação moral e científica para todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil - deve capacitar o corpo docente das instituições educacionais. Isto deve ocorrer através de palestras e cursos que irão visar mostrar uma pedagogia mais divertida e que terá como efeito o maior interesse do aluno nas aulas e, portanto, a maior qualificação do estudante brasileiro. Apenas assim o jovem contemporâneo poderá enfrentar o mercado de trabalho.