O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/10/2020
Segundo o World Youth Report (Relatório Mundial da Juventude), publicado pela ONU no final de 2018, existem pouco mais de 1,2 bilhão de jovens espalhados por todo o mundo, jovens estes que estudam e se preparam para ingressar no mercado financeiro. Entretanto, muitos encontra-se desempregados, com dificuldades para ingressar no mundo do trabalho, tanto pela falta de apoio familiar, quanto pelo não estimulo de grandes empresas para contratação desses, o que pode vir a dificultar seu convívio social. Nesse viés, convém analisarmos os subterfúgios que corroboram para a perpetuação dessa problemática, afim de alcançar um corpo social mais integrado e solido.
Primeiramente, a falta da fomentação familiar no guiamento de jovens para adentrar o mercado financeiro, bem como a falta de acesso a informações dos processos burocráticos para ingresso no mesmo, impõe grandes dificuldades à parcela juvenil na busca da independência. Tal argumento é reforçado por dados epidemiológicos, como diz o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), onde 23% dos jovens brasileiros não estudam nem trabalham, demonstrando um grave problema socioeconômico e familiar, para com seus descendentes. Nesse interim, pode-se concluir que o preparo e apoio a juventude para ingresso no mercado de trabalho é imprescindível, pois essa população representa uma grande oportunidade da garantia de um futuro próspero, cabendo ao núcleo familiar se responsabilizar em conduzir seus jovens na busca pelo conhecimento no mundo do trabalho.
Convém lembrar que, além do ciclo familiar, a não inclusão de jovens aprendizes no mercado por parte de grandes empresas corroboram para o agravamento da problemática, de forma que apenas funcionários experientes são contratados, sem deixar espaço para o preparo das novas gerações, as quais iram substituí-los no futuro. Nesse contexto, faz-se mister a importância de leis pró-juvenis no mercado, como a lei nº 10.097/2000, a qual determina empresas de médio e grande porte a contratarem um número de aprendizes que representem entre 5% e 15% do seu quadro de funcionários. Dessa forma, uma maior inclusão de jovens aprendizes no contexto do trabalho será alcançada.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que está inercial problemática seja sanada. Por conseguinte, com o intuito de melhorar o enquadramento do jovem contemporâneo no mercado de trabalho, é necessário que as prefeituras estaduais, em parceria com o tribunal de contas da união, direcionem capital para a criação de um órgão público, diorigid por formantes de profissões, que por meio da construção de sedes de atendimento no país, irão informar, guiar e encaminhas jovens aprendizes a trabalhar em ramos de sua preferência, com a finalidade de dar-lhes a possibilidade de adquirir experiência, alcançando a independência. Somente assim, uma sociedade próspera será construída.