O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/10/2020

A lei número 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal número 5.598/200,delibera que as empresas contratem um número de aprendizes igual a no mínimo 5% e a no máximo 15% da sua equipe de funcionários em que as funções demandem formação profissional. Podemos relacionar tal lei a um óbice atual: dificuldades de inserção do jovem no mercado de trabalho, pela ausência da aplicação da mesma. Acerca disso, duas entraves se destacam, os ínfimos mecanismos de inserção do jovem no mercado de trabalho e a não experiência. Dessa forma, urgem medidas que coloquem tal lei em prática.

Primariamente, é elementar destacar a relação existente entre as dificuldades do jovem no mercado de trabalho com a adesão baixa dos projetos impulsionadores do impasse. Tais programas, como o Jovem Aprendiz, chegaram até a aumentar a empregabilidade e a renda. Uma outra justificativa para esse fato é a pesquisa estipulada pelo Jornal Folha de São Paulo, em 2016, 93,8% das empresas não possuíam aprendizes na  sua equipe. Nesse bojo, é necessário mecanismos para a inserção de jovens no quadro das empresas.

Ademais, evidencia-se que as empresas estão cada vez mais intransigentes na escolha de pessoas menos experientes, o que por muitas vezes, prejudica o jovem em formação que está à procura de experiência. Segundo uma pesquisa do IBGE, pessoas mais especializados trabalham por mais tempo, tomando o lugar dos que querem iniciar. Dessa forma, é  fulcral a criação de  cursos para pessoas que recentemente saíram da escola,  a fim de que haja uma concorrência justa no campo trabalhista.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de encontrar formas de solucionar a difícil inserção de jovens no mercado de trabalho. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, acrescentar na grade curricular do ensino médio disciplinas voltadas para a exigência do mercado, como noções administrativas ou de contabilidade, de modo a qualificar o estudante. Ademais, uma parceria entre Empresa e Escola são fundamentais para que sejam ampliadas vagas do programa Jovem Aprendiz, cuja função é intermediar o ingresso do adolescente em oportunidades de emprego de carga horária reduzida, de forma a garantir que este tenha experiência profissional e não abandone os estudos. Só assim, será possível funcionar conforme a força descrita por Newton e alterar o percurso do problema da permanência para a extinção.